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21 de Outubro de 2007 - 13h08 - Última modificação em 21 de Outubro de 2007 - 13h08


Presidente de multinacional acusada de sonegação é solto em São Paulo

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O presidente da empresa Cisco Systems, Pedro Ripper, foi libertado na madrugada de hoje (21), em São Paulo. Ele é acusado de participar do esquema de fraude e sonegação fiscal contra a Receita Federal desmascarado na semana passada pela Operação Persona.

A informação foi confirmada por telefone, à Agência Brasil, pela assessoria de imprensa da empresa, que no entanto se recusou a dizer quem determinou a soltura. Ripper foi preso na terça-feira (16), após investigações da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público Federal terem apontado a participação da Cisco, multinacional norte-americana do ramo de internet, em irregularidades.

A assessoria informou que outros dois funcionários da empresa foram soltos nesta madrugada pela Polícia Federal, mas manteve as identidades sob sigilo. Outro funcionário continua preso.

Em nota divulgada hoje, a Cisco diz que “nenhuma acusação formal" foi feita contra os acusados e que espera pelo retorno de Pedro Ripper à presidência da empresa.

A Agência Brasil também procurou as assessorias da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal para confirmar as informações, mas não obteve sucesso.

No último dia 18, em outro comunicado, a Cisco havia se defendido das acusações afirmando “não acreditar que agiu de forma inapropriada”.  “A Cisco se orgulha de suas contribuições para a economia brasileira, fornecendo redes críticas de internet, e de sua participação ativa na promoção da inclusão digital no País. Nossa ética, integridade e obediência às leis são os valores centrais de nossa empresa”.

Quarenta pessoas foram presas na semana passada pela Operação Persona. Segundo a Receita Federal, a fraude consistia na utilização de empresas instaladas em paraísos fiscais (Panamá, Bahamas e Ilhas Virgens Britânicas) e de sócios de baixo poder aquisitivo para realizar importações com impostos reduzidos e burlar os controles da alfândega brasileira. As estimativas são de que, dessa maneira, a empresa trouxe para o Brasil, nos últimos cinco anos, US$ 500 milhões em mercadorias que custariam US$ 1 bilhão se entrassem no país de maneira honesta.

A Cisco se defende afirmando que “não importa produtos diretamente para o Brasil”, mas por meio de revendedores.



 


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