Com o objetivo de dar prosseguimento à elaboração do Plano Estratégico Nacional de Defesa, o ministro Nelson Jobim reuniu-se hoje (22) com o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri; o chefe do Estado-Maior do Exército, general Luiz Edmundo Maia Carvalho; e o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Anteriormente, Jobim já se reunira com os comandos da Aeronáutica e da Marinha.

Na semana passada, durante visita às bases do Comando Militar da Amazônia (CMA), Jobim explicou que as informações colhidas durante a viagem pela região serviriam de subsídio à criação do Plano, já que, segundo ele, a Amazônia é uma prioridade na estratégia de defesa nacional.

"A partir da visita [à Amazônia], vamos estabelecer um plano estratégico, a fim de fazer com que a Amazônia esteja inserida no processo de desenvolvimento, junto ao plano de defesa", declarou Jobim no último dia 12, primeiro dos sete dias em que percorreu bases militares nas fronteiras dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia.

O ministro também explicou, na ocasião, que o grupo interministerial criado para elaborar o Plano e presidido por ele prevê identificar as necessidades do país em termos de defesa estratégica, as tarefas a serem desempenhadas por cada uma das três Forças, além das providências e equipamentos necessários à execução do plano.

"Estamos fazendo um levantamento global e já nos reunimos com cada uma das Forças Armadas, isoladamente, para definir as suas necessidades, as tarefas e os objetivos a serem desenvolvidos e os equipamentos que forem ajustados", informou.

Jobim disse ter conversado sobre o desenvolvimento do Plano, na manhã de hoje, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem o resultado deverá ser apresentado até setembro de 2008. "Fiz uma síntese das coisas que estamos fazendo e ele ficou muito entusiasmado", contou.

Da conversa com o presidente, o ministro destacou a preocupação com o aumento do desmatamento em Rondônia. "Chamei a atenção, principalmente, para a região de Guajará-Mirim, onde o desmatamento foi mais agudo. O presidente me disse para, junto com o Ministério do Meio Ambiente, tomar as providências que tiver de tomar. E eu agora vou conversar com a ministra [do Meio Ambiente] Marina Silva", anunciou Jobim.