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Brasília - O governo criou hoje (25), por meio de decreto
publicado no Diário Oficial da União,
a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A
empresa corresponde à união do patrimônio da
Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobrás)
e da Associação de Comunicação Educativa
Roquette Pinto (Acerp). Algumas das medidas do decreto constam da
Medida Provisória 398, que foi publicada no dia 11 e enviada
ao Congresso Nacional.
A EBC será vinculada à
Secretaria de Comunicação Social da Presidência
da República e terá à frente a jornalista Tereza
Cruvinel, nomeada para o cargo de presidente, e o cineasta Orlando
Senna, nomeado diretor-geral. A sede da empresa ficará no Rio
de Janeiro e o escritório central em Brasília, o que
não impede a criação de centros de produção
e outros escritórios regionais.
A empresa terá como finalidade prestar
serviços de radiodifusão pública com o objetivo
de promover a cidadania. A
programação será exibida em redes de
televisão e rádio, e a previsão é que a
interação dos vários veículos se dê por
meio da internet. Esse veículos deverão exibir
temas das áreas de educação, arte, cultura,
ciência e tecnologia e estimular a produção de
conteúdos regionais, nacionais e independentes.
O financiamento da EBC contará com
diversas formas de captação
de recursos. Além do Orçamento Geral da União,
poderá ter verbas obtidas pela venda de programas,
licenciamento de marcas, doações, publicidade
institucional, patrocínio de programas e prestação
de serviços a organismos públicos e privados, entre
outros.
A empresa terá a forma de sociedade anônima
de capital fechado, representado por ações, devendo ter
a União 51% delas. Poderão também ser acionistas
da EBC entidades ligada à administração
federal indireta, aos estados e municípios.
Além da Diretoria Executiva, as decisões
referentes a empresa serão tomadas pelo Conselho
Curador, composto por 20 integrantes. Eles serão
indicados pelos Ministério da Cultura, da Educação
e da Ciência e Tecnologia, pela Secretaria de Comunicação
Social e por funcionários da EBC. Outros 15 serão
representantes da sociedade civil indicados pelo presidente da
República com base na diversidade cultural e "pluralidade
de experiências profissionais”, informa o texto.
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