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29 de Outubro de 2007 - 19h01 - Última modificação em 29 de Outubro de 2007 - 19h01


Economista defende transparência e regulação nos gastos com a Copa do Mundo

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Apesar de acreditar que a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 pode trazer benefícios econômicos para o país, especialmente para o setor de turismo, o economista do Instituto de Economia da Unicamp, Marcelo Weishaupt Proni, diz que é preciso haver transparência na gestão dos recursos que serão aplicados nesta área. Proni, que também é doutor em educação física, defende a participação da sociedade civil, do governo e de entidades esportivas no comitê que irá organizar o evento.

“Os jogos podem ser muito bons para o país, mas é importante a gente aprender a fazer a coisa de uma forma transparente, regulada e com estratégia. Quando se deixa a coisa sem planejamento, se permite que pessoas mal intencionadas possam usar isso e se beneficiar”, afirma.

Na área de turismo, o economista diz que é preciso desenvolver a “musculatura interna” do setor no país. “Em comparação com outros países, ainda temos déficits nesta área, precisaríamos melhorar bastante em termos de logística, de transportes, de hospedagem”, avalia. Ele também chama a atenção para problemas que podem vir acompanhados dos turistas, como a prostituição infantil e problemas ambientais. “É importante que o estado tenha participação ativa na promoção e na regulação do segmento”, lembra.

Proni também sugere que os investimentos na construção e modernização de estádios possam ter aporte governamental, como empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Seria um empréstimo, de longo prazo, com juros menores que o de mercado, mas um dinheiro que deve ser utilizado sem abuso, sem superfaturamento de gastos”.

Segundo o economista, o custo da Copa para o Brasil vai depender da escolha das sedes e do comprometimento dos governos estaduais e municipais na preparação para a copa. Ele acredita que os números podem variar também com as obras de infra-estrutura que serão computadas como gasto adicional em razão da Copa do Mundo.

“O dimensionamento de quanto vai custar a copa do mundo para o Brasil depende do que você coloca dentro deste cálculo. Eu acredito que a copa pode ajudar a legitimar uma série de gastos em infra-estrutura, mas que de uma forma ou de outra deveriam ser feitos”, explica.

 


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