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30 de Outubro de 2007 - 17h48 - Última modificação em 30 de Outubro de 2007 - 17h48


Especialista em nutrição defende medidas urgentes para melhorar alimentação escolar

Marcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil

 
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Recife - A representante da Associação Brasileira de Nutrição no Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Sônia Lucena, defendeu hoje (30) a adoção urgente de medidas que favoreçam a alimentação saudável no ambiente escolar.

“As crianças estão no período de formação de hábitos, e elas são constantemente incentivadas nos meios de comunicação, pela propaganda de alimentos que têm densidade calórica, gordura e sal em excesso. Consideramos que a escola é um espaço privilegiado para se fazer a educação nutricional”, disse durante o III Congresso Internacional de Alimentação Escolar para América Latina, em Recife.

Ela adiantou que um documento elaborado por um grupo de estudo do Consea vai servir de base para subsidiar políticas públicas a serem desenvolvidas pelos Ministérios da Saúde, Educação, Trabalho e Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Sônia Lucena afirmou que é preciso buscar uma maior participação dos gestores das escolas públicas nas decisões sobre alimentação e nutrição dos estudantes. Segundo ela, eles têm consciência de que uma merenda saudável deve conter vegetais, legumes e frutas, mas alegam dificuldades na aquisição e armazenamento dos produtos por causa da infra-estrutura precária das escolas.

“As refeições dos alunos precisa ser balanceadas, com o cuidado de reduzir cada vez mais a quantidade de gordura, açúcar e sal”, defendeu.

Ela informou que escolas públicas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro já receberam prêmios de gestão escolar eficiente por causa da implementação de programas de alimentação escolar.



 


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