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Recife - A representante da
Associação Brasileira de Nutrição no
Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Sônia
Lucena, defendeu hoje (30) a adoção urgente de medidas
que favoreçam a alimentação saudável no
ambiente escolar.
“As crianças
estão no período de formação de hábitos,
e elas são constantemente incentivadas nos meios de
comunicação, pela propaganda de alimentos que têm
densidade calórica, gordura e sal em excesso. Consideramos que
a escola é um espaço privilegiado para se fazer a
educação nutricional”, disse durante o III Congresso
Internacional de Alimentação Escolar para América
Latina, em Recife.
Ela adiantou que um
documento elaborado por um grupo de estudo do Consea vai servir de
base para subsidiar políticas públicas a serem
desenvolvidas pelos Ministérios da Saúde, Educação,
Trabalho e Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Sônia Lucena
afirmou que é preciso buscar uma maior participação
dos gestores das escolas públicas nas decisões sobre
alimentação e nutrição dos estudantes.
Segundo ela, eles têm consciência de que uma merenda
saudável deve conter vegetais, legumes e frutas, mas alegam
dificuldades na aquisição e armazenamento dos produtos
por causa da infra-estrutura precária das escolas.
“As refeições
dos alunos precisa ser balanceadas, com o cuidado de reduzir cada vez
mais a quantidade de gordura, açúcar e sal”,
defendeu.
Ela informou que
escolas públicas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Rio de Janeiro já receberam prêmios de gestão
escolar eficiente por causa da implementação de
programas de alimentação escolar.
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