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31 de Outubro de 2007 - 22h11 - Última modificação em 1 de Novembro de 2007 - 10h58


Presidente da Infraero alerta para possibilidade de atrasos e cancelamentos de vôos no feriado

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - O presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, durante entrevista coletiva. Ele disse que podem ocorrer atrasos nos aeroportos por conta dos feriados do fim de ano, mas com menos intensidade do que os ocorridos anteriormente
Brasília - O presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, durante entrevista coletiva. Ele disse que podem ocorrer atrasos nos aeroportos por conta dos feriados do fim de ano, mas com menos intensidade do que os ocorridos anteriormente
Brasília - O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, recomendou hoje (31) a quem pretende viajar de avião nos próximos dias, que opte pelos horários de menor movimento.

“Estamos lembrando aos passageiros que haverá um feriado [na sexta-feira, dia 2] e, portanto, mais gente viajando. Se eles puderem viajar amanhã e não voltar no domingo, procurem fazer isso, porque seguramente a sexta e o domingo serão os dias mais carregados”, afirmou.

Ele destacou que “a partir desta semana vamos ter um período de aeroportos e vôos cheios”, em referência aos dois feriados de novembro – o outro será no dia 15 –, às férias escolares, às festas de final de ano e ao Carnaval. “Queremos divulgar isso para que a população possa escolher horários mais apropriados e, com isso, possamos ter aeroportos menos congestionados. Vamos fazer um esforço grande para que o desconforto seja o menor possível, mas é claro que com o aeroporto cheio, sempre há uma taxa de desconforto”, disse.

Gaudenzi admitiu que a estatal falhou ao não alertar a população para a possibilidade de ocorrerem atrasos e cancelamentos de vôos durante a realização do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, em São Paulo, no último dia 20. E, indagado se as passagens já não estariam compradas com antecedência, devido à proximidade do feriado, afirmou que, a exemplo dele próprio, muita gente ainda não deveria ter comprado a passagem. Mas logo se contradisse: “Eu costumo comprar com antecedência grande, porque assim a gente consegue passagem a preço quase de ônibus”.

Os chamados horários de pico, no entanto, variam nos diferentes aeroportos. E é justamente nos horários de menor movimento que estão as passagens mais baratas – as que se esgotam antes. Gaudenzi confirmou que, para atender à procura, as empresas podem concentrar seus vôos: “Vamos ter de convencê-las de que deve haver a desconcentração. Para nós, também é complicado ter uma série de embarques seguidos, por mais que tenhamos locais para isso”.

Sobre a reorganização da malha aérea, ele informou as empresas deverão apresentar suas sugestões na próxima semana e que isso contribuirá para evitar novos atrasos e cancelamentos de vôos, com a possibilidade de melhor aproveitamento dos horários ociosos. A Secretaria de Aviação Civil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estudarão as propostas e tentarão adequá-las, para apresentar a malha definitiva em no máximo 15 dias. Segundo Gaudenzi, "não é possível olhar apenas um lado – as empresas visam o lucro, e isso é natural, mas como há uma concessão, é preciso que o Estado tente algo intermediário entre o que as companhias desejam e o ideal para trabalharmos”.

 


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