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31 de Outubro de 2007 - 15h43 - Última modificação em 31 de Outubro de 2007 - 15h43


Firjan diz que redução no fornecimento de gás é claro sinal de problemas no abastecimento

Nielmar de OLiveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A decisão da Petrobras de reduzir o fornecimento de gás natural para as distribuidoras CEG e CEG Rio, do Rio de Janeiro, e Congas, de São Paulo, é "um claro sinal" de que já há problemas de abastecimento do produto, e caracteriza um "racionamento surpresa" que preocupa o setor industrial.

A declaração é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, em entrevista coletiva na qual anunciou que a entidade apoiará e incentivará as indústrias do estado a entrarem na Justiça em busca de ressarcimento pelas perdas acarretadas pela decisão da estatal, tomada ontem (30).

"Esse foi um sinal claro de que existe falta de determinada fonte de energia, embora eventualmente. E se existe um inventor para essa crise, esse inventor não é o setor indústria, que foi induzido a usar o gás em substituição a outros combustíveis pelo fator preço. Primeiro, os preços subiram, e agora as torneiras foram fechadas. Foi uma surpresa para todos nós o fato de ter havido a suspensão de parte do fornecimento do insumo, com prejuízos para várias indústrias em todo o Brasil, especificamente no Rio e em São Paulo", afirmou Eduardo Eugenio.

O empresário disse que embora ainda não tenha como precisar o tamanho deste prejuízo, já que os números ainda estão sendo levantados.

"Todos têm que pagar a conta de forma equânime. Não tem cabimento determinadas indústrias, que estão aí puxando o crescimento, serem penalizadas com uma decisão desta. Há muito que nós estamos alertando para o risco da falta de energia para atender este crescimento que aí está. Nós entramos com o governo do estado em parceria nesta liminar [que obrigou a Petrobras a normalizar o fornecimento]. E estamos fazendo um levantamento dos prejuízos das empresas para tentarmos propor uma ação de ressarcimento pelos prejuízos sofridos", disse.

A Firjan informou que os setores mais afetados com a redução do fornecimento de gás foram os de vidro, siderurgia, químico e petroquímico.

De acordo com a entidade, o gás natural representa cerca de 25% do consumo energético da indústria fluminense. Informou ainda que a redução do fornecimento do gás em 17% pode significar um prejuízo de R$ 19,6 milhões na produção por cada dia sem o fornecimento do volume necessário de gás para o setor.




 


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