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São Paulo - O diretor da Agência
Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis
(ANP), Nelson Narciso, afirmou hoje (31), em São Paulo, que o
racionamento do abastecimento de gás nos estados de São
Paulo e Rio de Janeiro é resultado de um “disparo de
demanda” por um problema efetivo de oferta.
Segundo ele, é
preciso que todos os atores desse mercado reúnam-se para
buscar a melhor forma de conduzir o mercado, de maneira a reduzir o
máximo possível todos os sacrifícios.
”Nós termos
uma restrição de oferta de gás. Existe uma
demanda das térmicas. Existem acordos para que as térmicas
atuem na medida em que os reservatórios reduzam o seu volume
[de água]. O que está se procurando fazer é
evitar que haja problemas, e sendo chamadas as térmicas [para
oferecer energia], elas terem que responder”, explicou.
Narciso disse
que a ANP tem pouco a fazer com relação ao
racionamento, porque trabalha com perspectivas de longo prazo. Na tarde de ontem (30), a Petrobras limitou a entrega de gás natural
a distribuidoras localizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em nota,
a companhia informou que a redução da entrega foi necessária
para atender aos demais contratos e garantir a geração de energia
elétrica das usinas a gás natural, conforme termo de compromisso
assinado pela estatal com a Aneel, em maio deste ano.
Hoje
(31), a empresa restabeleceu o fornecimento de gás natural às
distribuidoras do Rio de Janeiro cumprindo determinação judicial.
* A matéria foi alterada para informar local em que as distribuidoras já recebem gás por determinação judicial.
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