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7 de Novembro de 2007 - 20h01 -
Última modificação
em 7 de Novembro de 2007 - 21h38
Caminhoneiros afirmam que estradas brasileiras são ruins
Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil
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José Cruz/ABr
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Rodovia BR-020 - O caminhoneiro Edvaldo Gomes fala à Agência Brasil. Ele destaca a má conservação das estradas brasileiras. Segundo a Pesquisa Rodoviária 2007, divulgada pela CNT, 74% das estradas brasileiras apresentam algum problema
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Brasília - “Nas estradas a gente já sai com o psicológico pronto para socorrer as pessoas. E é estrada ruim, ruim mesmo, 70% das estradas brasileiras é ruim”, avalia o caminhoneiro Edvaldo Gomes. Depois de 17 anos de estrada, ele conhece bem a realidade das rodovias brasileiras. E quase acerta em cheio o percentual de estradas federais com algum problema no asfalto, na sinalização ou na geometria. De acordo com a Pesquisa Rodoviária 2007 da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada hoje (7), 74% das estradas federais têm problemas.
Edvaldo Gomes diz que nunca ficou parado na estrada porque alguma peça tenha quebrado em consequência dos buracos. Situação diferente da vivida por Geraldo de Oliveira, caminhoneiro autônomo há 32 anos. “Pneu desloca, é mola, é balança e aí vem tudo em despesa, infelizmente”, diz, lembrando das vezes em que precisou de ajuda na beira de estrada.
Uma das consequências da má condição das rodovias é o aumento do valor do frete cobrado pelos motoristas. “Por exemplo, um frete que eu ia fazer a R$ 115 a tonelada, essa semana eu tive que rodar a R$ 155, aumento de R$ 40 a tonelada, porque com a estrada ruim tem maior consumo”, diz Oliveira.
Outra coisa muito comum, segundo os caminhoneiros, é a necessidade de ajudar veículos que quebram e ficam parados na beira da estrada. “O que mais acontece é isso aí, você ajuda ou o cara fica ali e dá um acidente qualquer”, explica. Além de acidentes por causa do veículo parado, Oliveira lembra que as rodovias não são seguras e qualquer um fica sujeito a assaltos.
A Pesquisa Rodoviária 2007 foi apresentada hoje (7) pela CNT. Em nota, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) destacou as melhorias apontadas no estudo, em relação ao ano passado, como o aumento no percentual de vias classificadas como regulares, boas ou ótimas no quesito sinalização, de 59,9% para 71,1%. O Ministério dos Transportes não se pronunciou sobre a pesquisa.
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