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Manaus - O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da
Amazônia (Censipam) apresenta hoje (9), em Rio Branco
(AC), o plano de ação proposto para efetivar a implementação do Projeto de Avaliação da Saúde Humana e Ambiente, com Ênfase em
Mercúrio.
O estudo é resultado de um acordo de cooperação entre o
órgão da Casa Civil da Presidência da República e o governo estadual
que, por intermédio da deputada Perpétua Almeida (PCdoB), pediu apoio para
investigar e descobrir a origem do mercúrio que, nos últimos meses,
provocou a contaminação de diversos pacientes no estado. De acordo com
a deputada, as constantes reclamações de médicos e pacientes sobre o
problema foram o motivo que a levaram buscar ajuda.
O diretor operacional do Censipam, Wougran Galvão, informa que
o estudo começou há alguns meses, com a parceria de órgãos
governamentais e do Instituto Evandro Chagas, para nivelamento das
ações em curso e acerto técnico de detalhes do projetos. O Censipam vai
atuar no trabalho logístico das ações de campo, oferecendo dados,
informações e tecnologia necessária para desenrolar a questão.
"É bom lembrar que o projeto não está fechado e é fruto de
discussões internas e externas, que precisam ainda de um ajuste fino
com consenso dos participantes para partir para a parte operacional", disse Galvão. Segundo ele, nesta primeira reunião não serão apresentadas conclusões, mas uma
proposta para tentar trabalhar e esclarecer o assunto. A discussão
envolve tanto o governo federal quanto o estadual, porque o trabalho
será feito de forma integrada.
"Vamos avaliar se o plano está bem
estruturado, ouvir as sugestões para aperfeiçoar o plano para então
validá-lo e partirmos para a parte operacional".
De acordo com a direção do Censipam, o estudo vai contribuir
diretamente para esclarecer questões relativas à presença do mercúrio
no estado, por meio da investigação da saúde humana e ambiental,
inclusive o pescado, em quatro cidades do Acre. O estudo deve ser
concluído em 18 meses.
"Precisamos identificar uma provável fonte da emissora do
mercúrio para avaliar seu critério de sazonalidade, ou seja, se isso
ocorre na estação seca, na estação chuvosa etc". Galvão lembra que há algumas
variáveis a serem investigadas para que se possa tirar conclusões
desse estudo. Ele citou como exemplo a contaminação do pescado, que exige a definição das espécies e dos rios atingidos. estão
envolvidos. "A questão geológica também precisa ser levada em conta,
porque poderia contribuir para esse processo de contaminação. Tudo isso
será levantado nesse estudo, nas regiões propostas".
A existência de áreas naturais de concentração de metais não
está descartada pelos técnicos do Censipam.O trabalho será executado
pelo Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado à Secretaria de
Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, com o apoio do governo do
Acre.
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