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12 de Novembro de 2007 - 21h42 - Última modificação em 12 de Novembro de 2007 - 22h01


Processo contra o senador Renan Calheiros não será votado em sessão secreta

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Caso seja submetido, em plenário, a mais um pedido de cassação de mandato, o processo contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não será votado em sessão secreta, como a realizada no dia 12 de setembro, quando foi absolvido pelos colegas. Catorze dias após a sua absolvição os senadores acabaram com este benefício até então previsto no Regimento Interno do Senado.

Já a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o voto aberto para pedidos de cassação de mandato parlamentar ainda tramita na Casa. Pronta para ser votada em plenário, a PEC recebeu emendas na semana passada e retornou para a apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde tramitará por pelo menos 30 dias.

Contra o senador alagoano ainda pesam outras cinco representações, quatro sob a investigação do Conselho de Ética. Na próxima quarta-feira (14), o senador Jefferson Péres (PDT-AM), apresenta seu parecer ao colegiado das investigações de denúncia de que Renan Calheiros teria utilizado “laranjas” para compra de veículos de comunicação em seu estado.

Também estão sob a investigação do conselho outras duas denúncias contra o presidente licenciado do Senado: a participação em suposto esquema de arrecadação de recursos junto a ministérios e órgãos federais comandados pelo PMDB, sob a relatoria de Almeida Lima (PMDB-SE); e a utilização do cargo para fazer gestões no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e Receita Federal para beneficiar a cervejaria Schincariol, que está sob a investigação do petista João Pedro (PA).

O presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), ainda não indicou relator para investigar se Renan utilizou funcionários do Senado num suposto esquema de “arapongagem” contra os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).

Por outro lado, a Mesa Diretora decidiu, em 23 de outubro, suspender a análise de representação contra Renan Calheiros para instalação de processo por quebra de decoro parlamentar por uma suposta utilização de emenda ao Orçamento Geral da União, no valor de R$ 280 mil, em favor de uma empresa fantasma.

 


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