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12 de Novembro de 2007 - 17h44 - Última modificação em 12 de Novembro de 2007 - 17h59


Modelo nacional pode ser exemplo para governança mundial da internet, diz especialista

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A gestão da internet no Brasil pode servir de exemplo para a construção da governança internacional da rede mundial de computadores. A afirmação foi feita hoje (12) pelo membro do Comitê de Gestão Brasileira da Internet, Gustavo Gindre, na abertura do 2º Fórum para a Governança da Internet, no Rio.

Em entrevista à Agência Brasil, Gindre reconheceu que existem dificuldades específicas para o desenvolvimento de um controle mundial da internet. Para ele, encontrar o equilíbrio das forças que devem exercer essa governança é um dos maiores desafios da comunidade internacional. Segundo ele,  os níveis de dificuldade em termos mundiais são muito maiores.

 
Gindre destacou que, no Brasil, o comitê gestor é formado por membros da sociedade civil, incluindo empresários, organizações não-governamentais e universidades, e por um único governo. "E no âmbito internacional, como deve ser feita a seleção dos governos participantes? Que critério usar?", questionou. "Sejam quais forem as conclusões sobre um ponto de equilíbrio para esse espaço", disse ele, "uma coisa é certa: terá que ser ocupado pelo que se chama de multistakeholder [representantes de diversos setores], que é o que se tem hoje no Brasil.”
 
Para Gindre, no cenário nacional, o maior desafio do Comitê Gestor da Internet é envolver a população no debate. Ele acredita que muitos brasileiros não enxergam a real urgência desse tipo de discussão por entenderem que outras questões têm mais destaque, como a fome, o analfabetismo, a existência de população de rua.
 
“Apesar disso, a gente tem cada vez mais claro que esse é um tema meio para conseguir tratar todos os outros. É preciso dotar as pessoas da capacidade de se comunicar”, afirmou.
 
Em discurso na solenidade, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, também classificou de “exitosa” a experiência brasileira na administração dos nomes e domínios da internet usados no país. Ele disse que o modelo integrado por membros da academia, do governo, de entidades da sociedade civil e da iniciativa privada garante “o multilateralismo, a democracia e a transparência fundamentais nesse campo”.
 
O 2º Fórum para a Governança da Internet está sendo realizado de hoje (12) até quinta-feira (15), no Rio de Janeiro. Criado na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta edição deve reunir cerca de 2 mil representantes de mais de 100  países  para discutir questões como o acesso, a diversidade e a segurança na web. O 1º Fórum Mundial de Governança da Internet foi realizado no ano passado, na Grécia. Os próximos encontros serão na Índia e no Egito.


 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

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