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18 de Novembro de 2007 - 10h08 - Última modificação em 18 de Novembro de 2007 - 10h08


Instituto Butantan pede recursos para produzir vacina contra dengue

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Instituto Butantan pretende produzir em três anos uma vacina contra a dengue. Para isso, apresentará amanhã (19) uma proposta ao Ministério da Saúde pedindo recursos para financiar a iniciativa. Em troca do apoio do ministério, o Butantan promete fornecer, inicialmente, cerca de cinco milhões de doses anuais do imunobiológico a partir de 2009.

A idéia é produzir a vacina contra os quatro tipos de dengue, que já foi desenvolvida por uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos.

Para a produção da vacina no Brasil, o diretor do Butantan, Otávio Mercadante, diz que o governo federal pode financiar a aquisição de equipamentos, enquanto a Secretaria de Saúde de São Paulo, órgão ao qual o Butantan é vinculado, pagaria pela construção de um laboratório, com um custo estimado entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. O preço dos equipamentos ainda não foi estimado.

“Temos o domínio completo da tecnologia”, garante Mercadante. Segundo ele, a parceria com os técnicos norte-americanos incluiu a troca de conhecimento e de profissionais. “Recebemos visitas periódicas. Eles nos dão orientação, mostramos em qual etapa estamos, enfim, é um trabalho a duas mãos.”

Segundo Mercadante, ao oferecer a vacina, o governo terá um instrumento a mais de combate a dengue, e não dependerá da erradicação do mosquito transmissor. “Estamos com muita dificuldade de controlar da dengue, via matar mosquito. Por vários motivos como urbanização, questão do lixo, problemas escapam da ação da saúde, acho que a vacina vai ser uma ferramenta.”

A aplicação da vacina, em 2009, dependerá dos testes previstos para o próximo ano, que serão realizados em São Paulo. No período, será definida a melhor forma de utilizar o recurso.“Vamos ver o tanto que a vacina protege, se atua igualmente nos quatro tipos de vírus dengue, qual a melhor época para vacinar, se precisamos de uma ou duas doses”, explica Mercadante.

Neste ano, entre janeiro e julho, cerca de 440 mil pessoas contraíram a forma clássica da doença e outras 926 a hemorrágica, segundo o Ministério da Saúde, que registrou também 98 mortes no último boletim.



 


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