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Rio de Janeiro - Até o final deste ano, o Ministério da Cultura irá encomendar à única fábrica de discos de vinil brasileira a gravação de manifestações de música popular e de arquivos da Fundação Nacional de Arte (Funarte) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida, que vai ser anunciada hoje (13) à noite, visa estimular a produção de discos de vinil no Brasil e ajudar na preservação da única fabrica que atualmente produz long plays (LPs) no Brasil. A informação é de Álvaro Malaguti, assessor da Secretaria de Política Cultural do Ministério da Cultura. Segundo Malaguti, o objetivo é estimular uma mídia que possibilita novas experiências musicais e a própria divulgação do Brasil no exterior. "O suporte físico do vinil possibilita novas experiências estéticas para ritmos como rap, tecno e eletro. Muitos DJs trabalham com o vinil utilizando mecanismos como fazer o disco tocar de trás para frente", explicou Maluguti. "Lá fora, a circulação do vinil ainda é grande e é muito utilizado nas pistas de dança, servindo como um instrumento de divulgação da nossa cultura." No Brasil, os LPS foram vendidos em escala comercial até 1996. E atualmente, só existe uma fábrica que produz discos de vinil no país. William de Carvalho, um dos técnicos da fábrica, que fica na Baixada Fluminense, disse que a empresa passa por dificuldades financeiras e que atualmente vende apenas cerca de 23 mil cópias por ano, a maioria, cerca de 80%, de bandas de rock independentes. "Muitas dessas bandas, ou de pessoal que gosta desse som, querem ouvir as músicas em vinil. A pesar da qualidade do som ser aparentemente pior, a música acaba sendo mais fiel ao som original, com mais clareza nos graves, por exemplo", disse Carvalho. O disco de vinil é uma mídia desenvolvida no início da década de 50. Nos anos 80 e início dos 90 a invenção dos CDS (compact discs) trouxe maior capacidade durabilidade e, sob alguns aspectos, mais clareza sonora, fazendo com que os LPs desaparecessem quase por completo no fim do Século 20.
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