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13 de Novembro de 2007 - 18h03 - Última modificação em 13 de Novembro de 2007 - 18h09


Ministérios da Cultura e da Justiça vão viabilizar pontos de cultura em favelas e periferias, diz Gil

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Nos próximos dois anos, o Brasil deverá ter cerca de 300 pontos de cultura nas chamadas "áreas de risco social", como periferias e favelas.

Esses centros culturais, viabilizados por meio de convênios entre o Ministério da Cultura e a sociedade civil, passarão a ser implementados em parceria com o Ministério da Justiça.

As informações são do ministro da Cultura, Gilberto Gil, que participou hoje (13) do programa Bom Dia Ministro, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

"As favelas estão entre os territórios mais afetados por essa questão do risco social. E o Ministério da Justiça, justamente por causa dos desdobramentos em relação à violência e à necessidade da presença do Estado nesses territórios, é um dos mais interessados em associar suas ações a programas de cultura", disse Gil.

Segundo ele, os recursos virão dos R$ 4,7 bilhões previstos para o programa Mais Cultura. Lançado em outubro, a ação tem como meta ampliar os pontos de cultura.

De acordo com o ministro, o dinheiro do programa também vai permitir a criação de "agentes da cultura".

"Eles vão trabalhar nos mesmos moldes dos agentes de saúde: são pessoas treinadas para articular os programas do ministério com a população, as cidades, bairros e associações", explicou. "Essas pessoas serão escolhidas através de critérios de seleção pública e, provavelmente, junto às próprias comunidades".




 


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