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Rio de Janeiro - Investir no mercado de ações “é um bom negócio” para o cidadão comum, desde que o futuro investidor se prepare. A recomendação é do professor de Finanças da Universidade de São Paulo (USP) Rafael Paschoarelli, especialista em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
“Ele tem que estudar para saber o que comprar. Se ele não estudar, vai ter que usar a informação de alguém. E essa informação pode ser inidônea ou infundada. Ou mesmo boa, só que o sujeito sem conhecimento mínimo não vai saber distinguir uma da outra”. Segundo Paschoarelli, hoje existem cerca de 500 ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “É um bom negócio porque se espera que vá render mais ao longo dos anos do que a renda fixa”, disse o professor, ao ressaltar que, apesar de constituir um bom negócio para o investidor individual, porque rende acima da poupança, o investimento em bolsa de valores é também mais arriscado.
Na avaliação de Rafael Paschoarelli, o investidor que está entrando no mercado não deve efetuar operações de compra e venda baseado em “dicas” de uma corretora.
“Ele tem que saber o que comprar e quando comprar. Então, precisa estudar. Faz um curso, compra livros, tem que investir em educação. Se ele não investir em educação, primeiro vai entrar no mercado de capitais contando com a sorte”, afirmou o especialista, em entrevista à Agência Brasil.
Paschoarelli disse considerar positivo para a economia brasileira o aumento do número de empresas que abrem capital para negociação em bolsa. Segundo ele, a iniciativa contribui para democratizar o acesso da sociedade ao mercado.
“Quando uma empresa abre o seu capital, eu tenho acesso às ações dela. Isso é uma democratização. Quanto mais empresas estiverem negociadas no mercado de bolsa, mais democratizado está o acesso ao mercado de capitais.”
Mas, para o economista, ainda há um longo caminho a ser
percorrido pelo país nessa área. “No Brasil, são menos de 500 empresas
listadas em bolsa. Nos Estados Unidos são 15 mil.”
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