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16 de Novembro de 2007 - 14h44 -
Última modificação
em 16 de Novembro de 2007 - 18h51
Críticas ao projeto de fundações são retóricas e ideológicas, diz ministro da Saúde
Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/Abr
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Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, dá entrevista ao programa Canal Saúde, da NBR, para falar sobre a 13ª Conferência Nacional de Saúde
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Brasília - O ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, rebateu hoje (15) as críticas
feitas na abertura da 13ª Conferência Nacional de Saúde
à criação de fundações estatais
para gerenciarem o Sistema Único de Súde (SUS),
afirmando que são "retóricas, ideológicas,
desqualificadas e vazias".
“Me dá uma
certa impressão de que as pessoas não leram as
propostas e não querem discuti-las”.
Segundo Temporão,
qualificar o projeto como forma de terceirização é
“incabível”, uma vez que o controle continua sendo do
Estado, além de assegurar a contratação dos
profissionais por concurso público e garantir o controle da
sociedade e a transparência no uso dos recursos públicos.
“Hoje, os melhores
hospitais públicos brasileiros têm algum tipo de
fundação privada de apoio por trás. Isso é
privatização. Os mesmos setores que criticam a proposta
nunca se levantaram para criticar a privatização e a
precarização atual. A proposta do governo vêm
exatamente melhorar o padrão de eficiência da gestão,
que é muito ruim nos hospitais públicos”.
Para ilustrar que a
proposta é a melhor solução para os problemas no
sistema público de saúde, o ministro citou as situações
diárias vividas pelo SUS.
“Nós vemos
denúncias de medicamentos com prazo de validade vencido indo
para o lixo, equipamentos quebrados, não atendendo
adequadamente à população, profissionais de
saúde que não cumprem sua carga horária, ou que
atendem mal à população. A proposta vêm
para romper com essa situação atual, que é
ruim”.
Sobre a questão
do plano de carreira para servidores de hospitais públicos
federais, o ministro disse que está inserida na proposta das
fundações estatais.
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