Roosewelt Pinheiro/Abr
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Brasília - A representante da Liga Brasileira de Lésbicas, Silvana Conti, dá entrevista durante a 13ª Conferência Nacional de Saúde
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Brasília - O fim da
discriminação em hospitais e postos de saúde
públicos é uma das exigências que mulheres
homossexuais levam para a 13ª Conferência
Nacional de Saúde, que se realiza até domingo (18) no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.
De acordo com a
articuladora nacional da Liga Brasileira de Lésbicas, Silvana
Conti, as pacientes não-heterossexuais são preteridas no atendimento na rede pública de saúde.
“Muitas
lésbicas não são bem recebidas nos programas de
saúde do governo. As homossexuais precisam ser atendidas de
acordo com as suas especificidades – e isso não ocorre. Um
grande número dessas mulheres tem sofrido de câncer
de mama e de colo do útero, porque elas ficam constrangidas para
procurar o serviço de saúde”, explicou.
Entre as
barreiras apontadas por mulheres homossexuais, Conti citou a falta de
preparo dos profissionais de saúde para lidar com as
diferenças. Segundo ela, a conferência tem sido oportuna
para discutir o assunto.
“Nós
temos feito um esforço para que os trabalhadores de saúde
sejam sensibilizados e preparados para acolher as lésbicas.
Quando uma homossexual procura um ginecologista, geralmente o médico
pergunta sobre os métodos contraceptivos usados. Nós não conseguimos nem abrir diálogo para explicar a nossa orientação
sexual. Nessa conferência, queremos colocar esse tema
em pauta”, afirmou.
O secretário
municipal de Saúde de Belo Horizonte, Helvécio
Magalhães, disse não ter informações sobre
atitudes preconceituosas no atendimento, quanto à orientação sexual. “Não tenho conhecimento dessa discriminação.
A orientação geral do SUS é de que haja
tratamento com impessoalidade. Não discriminar é,
inclusive, uma questão legal”, garantiu.
Magalhães,
que integra o Conselho Nacional de Secretários Municipais de
Saúde, recomendou às pacientes, em casos de atendimento
desrespeitoso, denunciar os funcionários
envolvidos. “Isso não pode acontecer, mas caso ocorra, os
pacientes de cada ponto desse país precisam denunciar. E o casos
devem ser investigados”, concluiu.