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17 de Novembro de 2007 - 15h52 - Última modificação em 17 de Novembro de 2007 - 16h24


Falta de saneamento afeta praticamente um terço dos moradores das capitais

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Além de desperdiçarem a água que sai das torneiras, os brasileiros deixam um rastro de sujeira nos rios. O estudo do Instituto Socioambiental (ISA) que traça um panorama do desperdício de água nas capitais do país também mostra uma realidade preocupante em relação à falta de acesso ao saneamento, que afeta quase um terço da população dessas cidades.

O documento, que será apresentado na próxima quarta-feira (21) em São Paulo, revelará que o saneamento básico segue inacessível para milhões de brasileiros. Mesmo nas maiores cidades, o problema persiste.

De acordo com o estudo, 30% dos moradores das capitais, o que equivale a pelo menos 13 milhões de pessoas, vivem em moradias sem rede de coleta de esgoto. O quadro é mais grave na região norte, onde apenas 3% dos moradores de Manaus (AM), Belém (PA) e Rio Branco (AC) contam com saneamento.

A coordenadora da campanha De Olho nos Mananciais, do ISA, Marussia Whately, afirma que a conseqüência da falta de coleta adequada de esgoto aumenta a poluição ambiental. “Uma das principais causas de poluição dos rios é o esgoto lançado sem tratamento. O descaso com a questão nas cidades provoca enchentes e contaminação de mananciais”, destaca.

Para Marussia, a escassez de saneamento também representa um problema de saúde pública, à medida que aumenta o risco de várias doenças associadas à água. “Cerca de 70% das doenças são de veiculação hídrica, como diarréia dengue e malária, responsáveis pela morte de muitas crianças”, explica.

A especialista defende a ampliação dos recursos destinados à instalação de redes de esgoto e de estações de tratamento de água. “É preciso encarar o saneamento não como gasto, mas como investimento prioritário”, ressalta.

A campanha De Olho nos Mananciais tem um ato público previsto para 2 de dezembro em São Paulo – na Praça Buenos Aires, no bairro de Higienópolis. O local, salienta Marussia, registra um dos maiores consumos per capita de água da capital paulista.

Segundo Marussia, a idéia é levar às pessoas informações sobre a precariedade dos mananciais e conscientizar a população a mudar os hábitos de consumo e a desperdiçar e poluir menos. A iniciativa já ganhou um reforço importante. Segundo o ISA, a modelo Gisele Bündchen cedeu a imagem para peças de divulgação.



 

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