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22 de Novembro de 2007 - 20h05 - Última modificação em 22 de Novembro de 2007 - 20h05


Movimentos sindicais e sociais protestam contra leilões de áreas petrolíferas

Flávia Martin
Da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Uma manifestação organizada por centrais sindicais e organizações não-governamentais reuniu cerca de 300 pessoas em frente à sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP) contra a 9ª Rodada de Leilão de Petróleo e Gás, marcada para os dias 27 e 28.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Abílio Tozini, a autorização para que empresas privadas e estrangeiras possam explorar o petróleo nacional pode prejudicar a economia do país.

O sindicalista denunciou que que mais da metade das áreas com potencial para a exploração de petróleo e gás no país já é controlada por empresas estrangeiras. Essa situação, segundo ele, no futuro pode fazer com que o Brasil seja obrigado a comprar o petróleo nacional pelo preço do mercado internacional, que é superior ao fixado pelo governo brasileiro.

"Se todas essas áreas derem o mesmo resultado positivo em produzir petróleo e gás, as multinacionais vão exportar petróleo, e se o Brasil quiser comprar o petróleo dele mesmo, vai ter que pagar o preço do mercado internacional. Se as nossas indústrias, se o nosso transporte tiver que pagar pela gasolina, pelo diesel, ao preço do mercado internacional, todas as mercadorias vão encarecer", alertou Tozini.

Ontem (21), os líderes da campanha da nacionalização das áreas petrolíferas encaminharam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um abaixo-assinado onde quase 150 pessoas e entidades sindicais e sociais defendem que as reservas fiquem sob o controle do Estado brasileiro.

A ANP não quis se pronunciar sobre as manifestações.




 


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