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23 de Novembro de 2007 - 18h51 -
Última modificação
em 23 de Novembro de 2007 - 19h01
Diminui no país o número de imóveis com risco de surto de dengue
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - Secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, apresenta resultado de levantamento sobre infestação de dengue nos municípios
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Brasília - O
percentual de grupos de imóveis com risco de surto de dengue no país
caiu de 17% para 9,9% do ano passado para cá.
É o que
mostra o Levantamento de Índice Rápido de Infestação
pelo Aedes aegypti (Liraa), realizado pelo Ministério da
Saúde em parceria com secretarias estaduais de saúde.
A
pesquisa, feita entre a última semana de outubro e a primeira
de novembro deste ano, mostra que o número de
pessoas vivendo em regiões com risco de surto de dengue caiu
de 10,4 milhões para 3,8 milhões, na comparação
ao mesmo período de 2006.
Segundo o
secretário nacional de Vigilância em Saúde,
Gerson Penna, a queda se deve a medidas adotadas pelo governo para
alertar a população em relação aos
perigos da dengue.
Mesmo assim, ele diz que o trabalho para combater
a doença deve continuar. “Precisamos pensar na
dengue o tempo todo, porque a situação pode mudar.
Mudou o clima, teve mais chuva, acumulou mais água, o retrato
pode mudar”.
O
município com maior índice de infestação
predial foi Mossoró (RN), com 5,6%. Esse índice, que é calculado pelo número
de casas que apresentam larvas da dengue, é considerado
satisfatório quando é inferior a 1%.
Os percentuais
entre 1% e 3,9% mostram uma situação de alerta e,
quando a infestação é superior a 3,9%, há
risco de surto de dengue.
O Liraa é
feito da seguinte forma: a cada grupo de 9 ou 12 mil imóveis
são sorteados 450, que são visitados pelos agentes de
saúde. Lá, eles verificam as larvas existentes em cada
casa e assim determinam o índice de infestação
predial, que mostra o risco de surto da dengue.
Nas
regiões Norte e Nordeste, as larvas foram encontradas
principalmente em caixas d'água, tambores e tonéis. Nas outras regiões, em depósitos domiciliares, como
vasos de plantas, bromélias, ralos e piscinas.
Penna alertou que a população também precisa colaborar para
eliminar a doença. Segundo
ele, a função do governo é tratar dos espaços
públicos, enquanto a população tem a responsabilidade
de cuidar de suas casas e dos ambientes de trabalho.
“Não é
possível que, a cada 20 ligações que o
dique-dengue receba, 12 sejam de pessoas pedindo para que um agente
comunitário vá lá colocar areia no vaso de
planta”.
Penna
disse, ainda, que não está descartado o risco de o Brasil ter
uma epidemia de dengue do tipo 4, que não existe no
país, mas foi localizado em países de fronteira, como a
Venezuela.
Segundo ele, o caminho não é barrar a
entrada de pessoas de outros países. “As pessoas têm
direito de ir e vir, o que leva a doença de um lugar para o
outro”, disse, lembrando que o Brasil tem uma grande relação
turística com a Venezuela.
“Tem
que torcer e nos preparar para não entrar o dengue 4. Se
entrar, todas as medidas que estão sendo tomadas para dengue
1, 2 e 3 vão ser impulsionadas para que tenhamos o menor dano
possível à população”.
Segundo o
Ministério da Saúde, de janeiro a setembro deste ano,
foram registrados no país 481.316 casos de dengue clássica
e 1.076 de dengue hemorrágica. 121 pessoas morreram por causa
da doença.
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