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Brasília - O
Programa Nacional de Controle da Dengue deve passar por uma
reavaliação na sua execução. O Tribunal de Contas da União determinou ao
Ministério da Saúde que estude a implantação
de um sistema de controle e supervisão do programa.
O
TCU verificou ações precárias na execução
das tarefas de eliminação do mosquito da dengue, como a
falta de treinamento e de agentes de saúde para combater o
mosquito. Segundo o TCU, foram encontradas falhas na execução
do programa nas três esferas de governo.
“Entendo
que uma sistemática de fiscalização eficaz do
PNDC [Programa Nacional de Controle da Dengue] só pode ser obtida com a convergência de esforços
de todos os órgãos, instituições e
organizações responsáveis, em alguma medida,
pelo controle da gestão pública”, disse o ministro
Valmir Campelo, no relatório sobre a fiscalização da execução do programa.
O
TCU também apurou falhas cometidas pelos agentes e
supervisores contratados para o serviço quanto à
qualidade do trabalho de pulverização do inseticida e a
falta de manutenção desses equipamentos. Além
disso, o tribunal verificou que, durante as visitas domiciliares dos
agentes de saúde, as informações básicas
sobre a doença e o combate ao vetor não são
repassadas aos moradores.
O
secretário nacional de Vigilância em Saúde,
Gerson Penna, informou que o Ministério da Saúde recebeu o
relatório do TCU com tranquilidade. Ele disse que o tribunal tem razão
quando recomenda uma melhor avaliação do sistema de
formação dos agentes de saúde.
“A
recomendação do entrosamento maior dos agentes de
endemias com os agentes comunitários de saúde é
absolutamente procedente”, disse Penna, justificando que o sistema de
formação epidemiológica do Brasil, que inclui
outras doenças além da dengue, é difícil
de ser manejado.
Penna
também lembrou que, além das críticas, o TCU
elogiou o Ministério da Saúde e fez menção
honrosa a uma agente de saúde de Belo Horizonte pelo esforço
realizado no combate à doença.
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