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Brasília - A Receita Federal do
Brasil esclareceu hoje que o excesso de arrecadação das
receitas que administra (não se inclui a previdenciária),
ficou em R$ 15,413 bilhões de janeiro a outubro e não
em R$ 35,7 bilhões, como foi divulgado por alguns órgãos
da imprensa. O volume é próximo ao que seria arrecadado
com a Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) neste ano.
De acordo com os
números da Receita, o acumulado previsto para o período
janeiro a outubro no Decreto 6.046/7 (que define a programação
anual de arrecadação) era de R$ 323,312 bilhões
e o que foi efetivamente arrecadado somou R$ 338,725 bilhões,
um acréscimo de 4,77%
Segundo Raimundo Elói
de Carvalho, coordenador de Previsão e Análise da
Receita Federal do Brasil, os fatos que mais contribuíram para
o resultado foram a recuperação de depósitos
judicias e administrativos; o esforço de cobrança de
devedores; maior controle sobre a venda de imóveis e operações
em bolsa; maior lucratividade de empresas dos setores automotivo,
financeiro, de metalurgia, de eletricidade e de telecomunicações;
e o crescimento da abertura de capital em bolsa de valores e venda de
salões de empresas.
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