As empresas, cooperativas e certificadoras de produção orgânica que atuam no Brasil esperam que a definição da rotulagem dos produtos ajude a orientar o consumidor na hora da compra e que isso contribua para aumentar as vendas, como ocorreu na Europa, nos anos de 1990.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor da certificadora Instituto Biodinâmico, também presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtora de Agricultura Orgânica, José Pedro Santiago, disse que é “fato conhecido que logo em seguida à adoção de legislações nacionais, as vendas de orgânicos deram um salto nos respectivos países”.

Segundo dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex), as exportações brasileiras de orgânicos chegaram a US$ 5,5 milhões de agosto de 2006 a janeiro de 2007. Segundo a Associação de Comércio Orgânico (OTA, sigla em inglês), no mesmo ano, os Estados Unidos faturaram US$ 17 bilhões, e a Europa, US$ 15 bilhões. De acordo com o Instituto de Pesquisa de Agricultura Orgânica (FIBL, sigla em alemão), em 2004 o consumo anual per capita de produtos orgânicos em euros foi estimado em € 97 para os suíços, € 35 para os norte-americanos e apenas 1 € para os brasileiros, por exemplo.

O principal relatório do setor, O Mundo da Agricultura Orgânica 2007 (The World of Organic Agriculture 2007), feito pela Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura OrgânicaGoverno poderá regulamentar alimentos orgânicos ainda neste ano (Ifoam, sigla em inglês) registra que o “Brasil é provavelmente um exemplo isolado de apoio para a agricultura orgânica em nível nacional, com uma junção de esforços dos ministérios do Desenvolvimento Social, Agricultura e Meio Ambiente, com compreensão das vantagens ecológicas e sociais da produção orgânica”. O relatório destaca o desenvolvimento do plano de apoio técnico e financeiro à agricultura familiar, caracterizada pela produção de produtos orgânicos.