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Brasília - A
Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública
e Resíduos Especiais (Abrelpe) defende que o Brasil adote um
modelo mais simples para a destinação correta dos
resíduos hospitalares. A entidade avalia como muito complexas
as determinações contidas na resolução
brasileira que dispõe sobre a separação e
descarte dos resíduos contaminados.
No dia 8, a
Abrelpe realizou o 1º Encontro Técnico de Resíduos
de Saúde, em Campinas (SP), onde reuniu 200 profissionais do
setor, para discutir a questão do impedimento da gestão
segura do lixo hospitalar.
O coordenador de Assuntos
Jurídicos e Institucionais da Abrelpe, Carlos Silva, destacou,
em entrevista à Agência Brasil, que o país
não dispõe de uma legislação nacional
para tratar de resíduos sólidos. “Enquanto isso,
diversos órgãos vem expedindo normativas, resoluções
e muitas vezes na contramão do que vem sendo praticado no
mundo”.
O governo federal encaminhou a proposta da Política
Nacional de Resíduos Sólidos ao Congresso Nacional
em setembro. Ela inclui ações para agregar valor
aos resíduos e responsabilizar as empresas e as pessoas por
sua destinação adequada.
Segundo
a Abrelpe, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
orienta que o lixo do setor seja separado no momento de sua geração,
ou seja, nos hospitais, nas clínicas de atendimento da saúde
humana e animal e nos laboratórios de análises, entre
outros pontos de geração, apenas em duas categorias:
resíduos contaminados e não contaminados.
Para
Silva, a legislação da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), que obriga as
instituições de saúde a dividir os resíduos
em cinco grupos, divididos por sua
vez em mais alguns subgrupos, toma muito tempo e impõe
aos profissionais da saúde uma sobrecarga de
responsabilidade.
“Eles são profissionais da saúde
e têm que ter a sua doação exclusiva, com o foco
prioritário no atendimento à saúde e não
de se preocuparem com a separação, onde colocar o
algodão, a seringa e assim por diante.”
Levantamento
feito pela Abrelpe em 2005 apontou que no Brasil são geradas
mil toneladas, por dia, de resíduos de saúde, sendo que
deste total apenas 290 toneladas/dia (29%) são tratadas
adequadamente. Doenças como hepatite e tuberculose podem ser
transmitidas por intermédio dos agentes que ficam em resíduos
contaminados, oferecendo risco a saúde humana e ao meio
ambiente
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