Ao abrir, na capital fluminense, o Dia Nacional de Mobilização contra a Dengue o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que foi reduzido pela metade o risco de infestação do vírus, mas que é necessário manter o empenho para a contenção da doença.

"Estamos em uma situação de alerta”, avaliou o ministro. “Precisamos redobrar o trabalho para no ano que vem comemoramos uma redução. Hoje o risco de infestação na capital é de 3,7%, o que é considerado satisfatório, mas precisamos chegar a 1%, que é o recomendável.” Temporão apontou melhora no indicador também em alguns municípios da Baixada Fluminense.

No estado do Rio de Janeiro as regiões norte e noroeste são as mais afetadas pela dengue, segundo afirmou hoje o ministro da Saúde. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 14 foram registrados mais de 57 mil casos da doença em todo o estado, o que representa, aproximadamente, 26 mil a mais do que no ano passado. A maior parte das notificações aconteceu até maio, quando foram registrados 4.042 casos, pelos dados da secretaria. No mês seguinte houve uma redução para 1.813.

No município do Rio o maior número de registros da doença ocorre no bairro de Campo Grande, na zona oeste da cidade, com mais de 3 mil casos. Porém, o Méier, na zona norte, é o bairro que possui maior percentual de infestação do mosquito: foram encontrados focos em 7% das casas vistoriadas pelos agentes de saúde.

José Gomes Temporão lembrou, no Rio, que no território nacional foram registrados mais de 480 mil casos de dengue este ano.