O rótulo de produto orgânico está associado mais diretamente à produção de alimentos vegetais e animais, in natura ou processados, sem o uso de produtos químicos como adubos, herbicidas, pesticidas, conservantes, aromatizantes e corantes artificiais. Em criações de aves e animais, isso também inclui o uso de hormônios sintéticos e, como rotina, de antibióticos preventivos.

Entre os objetivos apontados pelos movimentos orgânicos estão a produção de alimentos mais saudáveis para quem os consome, além da preservação do meio ambiente e a garantia da sustentatibilidade dos processos, da saúde e dos direitos das pessoas que os produzem, embalam, transportam e vendem, além da saúde do consumidor.

Os movimentos orgânicos nasceram principalmente na Europa no início do século passado como reação aos métodos utilizados na agricultura, que foram intensificados principalmente para ampliar a produção de alimentos durante as duas grandes guerras. Segundo os movimentos, esses métodos afetavam o solo e o meio ambiente. Nos anos 80, as correntes ganharam força com a ascenção dos movimentos ambientalistas, dos partidos verdes e de crises de contaminação de alimentos na Europa.

A partir da década de 1990, uma das principais bandeiras de luta mundiais dos movimentos orgânicos foi contra a disseminação de plantios transgênicos, pois, segundo os defensores, o polén de transgênicos que os possuem se hibridizam com as matrizes naturais, o que compromete o futuro dessas matrizes (mudas e sementes) e compromete ou destrói as plantações dos agricultores orgânicos.

Fazem parte das propostas orgânicas priorizar o consumo de alimentos produzidos localmente e respeitar as épocas próprias de plantio e colheita dos alimentos, o que contribui para diminuir o desperdício e o transporte desnecessário de alimentos, in natura<br>overno poderá regulamentar alimentos orgânicos ainda neste ano ou congelados, por navios e aviões, que agravam o consumo de energia e a emissão de gases do efeito estufa.