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Brasília - A base do governo, ou
pelo menos parte dela, está convencida de que, sem votos no
PSDB, será muito difícil conquistar os 49 votos
necessários para aprovar a prorrogação, até
2011, da cobrança da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do
PSB, Renato Casagrande (ES), insiste que este é o caminho da
negociação da CPMF no Senado.
"Na minha opinião,
o melhor caminho para aprovar a CPMF ainda é o governo insistir
num acordo com o PSDB", afirma Casagrande. O líder
tucano, Arthur Virgílio Neto (AM), considera que o tempo para
conversas com o governo sobre CPMF já passou. "Nós
propusemos uma negociação honesta e eles não
toparam", destaca o parlamentar.
Os parlamentares descartam a hipótese de pressão dos
governadores do PSDB sobre seus 13 senadores para reabrirem as
negociações com o Executivo. O vice-líder
tucano, Álvaro Dias (PR), considera naturais os comentários
favoráveis à CPMF. "Os governadores
estão agindo com muita habilidade. Eles mantêm a
estratégia da boa vizinhança com o presidente Lula, por
questões administrativas de relação com o
governo, e não nos abordam sobre a CPMF", afirma o tucano
paranaense.
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