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Brasília - O governo só vai
encaminhar uma proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional quando as negociações com os governadores
estiverem pactuadas, disse hoje (26) o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
“A reforma tributária
tem que ser uma proposta contundente e tem que sinalizar para a
sociedade que o governo quer avançar na questão
tributária, simplificando e melhorando os tributos”.
Segundo ele, a proposta não está pronta e, nos
últimos meses, as negociações com os
governadores “involuíram”.
Pela
proposta original, acrescentou o senador, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) estadual englobaria o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ISS, enquanto o IVA
federal englobaria o Imposto sobre Produtos Industrializados (IIPI) e outras contribuições.
“O que se vê
agora é que o ICMS e o IPI ficariam de fora, o que
representaria apenas a criação de mais um imposto e não
a redução da carga tributaria”, ponderou Jucá.
Ele ressaltou que os governadores são
"protagonistas" no processo de discussão e, antes de encaminar ao Congresso, a àrea econômica deve fechar com eles uma proposta que tenha viabilidade para ser aprovada pelo Legislativo.
"Uma proposta de
reforma tributária que não sai do canto nós já
temos, está na Câmara do Deputados", disse Jucá, referindo-se à proposta que já foi votada no Senado. Na avaliação dele, a proposta emperrou na Câmara justamente por falta de acordo com os
governadores.
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