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Brasília - Representantes da
Argentina, do Brasil, do Chile, da Noruega, do Paraguai e do Uruguai
e do Alto Comissariado das Nações Unidas para
Refugiados (Acnur) debaterão, entre hoje (26) e quarta-feira (28), em São Paulo, os resultados e desafios do
reassentamento de refugiados na América Latina.
A medida
beneficia aqueles que não podem permanecer no país de
refúgio nem voltar ao país de origem por temor de
perseguição. Em situações como essa, o
Acnur procura a ajuda de outros países que estejam dispostos a
receber essas pessoas.
O encontro será
aberto às 17 horas pelo secretário-executivo do Ministério
da Justiça e presidente do Comitê Nacional para os
Refugiados (Conare) do Brasil, Luiz Paulo Telles Ferreira Barreto,
pelo representante do Acnur no Brasil, Luis Varese, e pelo Diretor de
Reassentamento da Diretoria de Imigração da Noruega,
Ohene Aboagye.
O objetivo do encontro
é promover a troca de experiências entre a Noruega, um
tradicional país de reassentamento, e os demais países
participantes, considerados emergentes no que se refere à adoção dessa medida.
O Programa de
Reassentamento Solidário da América Latina foi
estabelecido em 2004 sob o chamado Plano de Ação do
México (PAM), um conjunto de medidas adotadas por 20 países
da região para fortalecer a proteção dos
refugiados e encontrar soluções locais para essa
problemática.
O programa beneficia
principalmente vítimas do conflito colombiano, mas a recente
acolhida de refugiados palestinos no Brasil abriu a possibilidade de
reassentamento para refugiados de fora da América Latina.
Segundo o Acnur, em breve, o Chile também receberá
refugiados de origem palestina no âmbito do seu programa de
reassentamento.
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