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Brasília - A projeção para novos casos de câncer no Brasil em 2008 acompanham a tendência mundial de aumento da doença, de acordo com o diretor do Instituto Nacional do Câncer
(Inca), Luiz Santini.
“Hoje há uma tendência ao
crescimento no número de casos de câncer. Isso está
ligado especialmente ao envelhecimento da população. A tendência é que aumente, já que é uma
questão demográfica e também de exposição
a fatores de risco”.
Segundo a Estimativa
2008 de Incidência do Câncer no Brasil, divulgada hoje (26) pela entidade, o país deve ter cerca de 470 mil novos casos da
doença no ano que
vem.
De acordo com Santini, não
há mudanças significativas em termos quantitativos ou
no ranking dos tipos de câncer no país em relação
há dois anos, quando o instituto divulgou sua última
estimativa.
O maior número de casos, cerca de 115 mil, deverá
ser de câncer de pele do tipo não-melanoma, que
apresenta um baixo índice de mortalidade.
Em seguida,
estão os cânceres de próstata (49,5 mil), de mama
(49,4 mil) e de pulmão (27,2 mil), que apresentam maior
gravidade.
A previsão de casos de câncer com maior
gravidade (cerca de 352 mil) está distribuída de
forma equilibrada entre homens e mulheres.
No sexo masculino, as
maiores incidências devem ser de câncer de próstata (49,5 mil novos casos) e de pulmão (18 mil), enquanto
entre mulheres, os tumores mais freqüentes devem ser os
de mama (49,4 mil) e de colo do útero (18,6 mil).
O diretor lembrou que as estimativas são
importantes para que as políticas de controle do câncer
se tornem mais efetivas, principalmente no sentido de permitir a
detecção e o tratamento precoce da doença.
"Esses dados orientam o Ministério da
Saúde e os secretários estaduais e municipais de saúde
de todo o país nos sistemas de atenção e
controle”.
Ele cita como exemplo o câncer de colo de
útero. "Ele é evitável, prevenível e
curável, mas ainda é a segunda causa de morte [por
câncer] no país, porque as mulheres aparecem para serem
tratadas em estágios muito avançados da doença.
De acordo com ele, se uma mulher realizar em
toda sua vida um único exame Papanicolau, indicado para
diagnóstico do câncer ginecológico e disponível
na rede pública de saúde, ela pode reduzir em 70% a
possibilidade de contrair a doença.
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