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26 de Novembro de 2007 - 18h36 - Última modificação em 26 de Novembro de 2007 - 18h36


Aumento de casos de câncer no Brasil segue tendência mundial, diz diretor do Inca

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A projeção para novos casos de câncer no Brasil em 2008 acompanham a tendência mundial de aumento da doença, de acordo com o diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Santini.

“Hoje há uma tendência ao crescimento no número de casos de câncer. Isso está ligado especialmente ao envelhecimento da população. A tendência é que aumente, já que é uma questão demográfica e também de exposição a fatores de risco”.

Segundo a Estimativa 2008 de Incidência do Câncer no Brasil, divulgada hoje (26) pela entidade, o país deve ter cerca de 470 mil novos casos da doença no ano que vem.

De acordo com Santini, não há mudanças significativas em termos quantitativos ou no ranking dos tipos de câncer no país em relação há dois anos, quando o instituto divulgou sua última estimativa.

O maior número de casos, cerca de 115 mil, deverá ser de câncer de pele do tipo não-melanoma, que apresenta um baixo índice de mortalidade.

Em seguida, estão os cânceres de próstata (49,5 mil), de mama (49,4 mil) e de pulmão (27,2 mil), que apresentam maior gravidade.

A previsão de casos de câncer com maior gravidade (cerca de 352 mil) está distribuída de forma equilibrada entre homens e mulheres.

No sexo masculino, as maiores incidências devem ser de câncer de próstata (49,5 mil novos casos) e de pulmão (18 mil), enquanto entre mulheres, os tumores mais freqüentes devem ser os de mama (49,4 mil) e de colo do útero (18,6 mil).

O diretor lembrou que as estimativas são importantes para que as políticas de controle do câncer se tornem mais efetivas, principalmente no sentido de permitir a detecção e o tratamento precoce da doença.

"Esses dados orientam o Ministério da Saúde e os secretários estaduais e municipais de saúde de todo o país nos sistemas de atenção e controle”.

Ele cita como exemplo o câncer de colo de útero. "Ele é evitável, prevenível e curável, mas ainda é a segunda causa de morte [por câncer] no país, porque as mulheres aparecem para serem tratadas em estágios muito avançados da doença. 

De acordo com ele, se uma mulher realizar em toda sua vida um único exame Papanicolau, indicado para diagnóstico do câncer ginecológico e disponível na rede pública de saúde, ela pode reduzir em 70% a possibilidade de contrair a doença.



 




 


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