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Rio de Janeiro - O município paulista de São Caetano do Sul é o que apresenta melhor nível de acesso da população a esgotamento sanitário, revela estudo feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Trata Brasil. O índice é de 98,64% nessa cidade. O levantamento será divulgado hoje (27) no Rio. Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, informou que não por coincidência São Caetano do Sul é o município com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. “Talvez esse seja um indicativo de como o saneamento básico caminha de mãos dadas com o desenvolvimento humano, aí entendidos expectativa de vida, educação e renda”, afirmou. De acordo com dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), 47% dos brasileiros dispõem de esgoto. Em 1992, esse índice era de 36%. Marcelo Néri informou que entre as regiões metropolitanas, Belém (PA) é a que apresenta o menor nível de saneamento(9,3%), enquanto o maior acesso é registrado em Belo Horizonte(MG), da ordem de 84%. Por estados, São Paulo mostra o maior acesso a saneamento básico: 85%. O estado com o pior acesso é o Amapá (1,42%).
O levantamento da FGV destaca ainda o Rio Grande do Sul entre os piores do ranking. “É um ponto fora da curva”, comentou Marcelo Néri. Segundo ele, embora o Rio Grande do Sul seja um estado bem desenvolvido em vários quesitos, o acesso a esgoto tratado é de apenas 15% da população.
Dos 50 municípios brasileiros com maior taxa de acesso, 44 estão em São Paulo e as dez cidades com maior acesso a esgoto também são paulistas, começando por São Caetano do Sul, informou Néri. “Então, São Paulo é o estado que tem mais acesso”.
Matéria foi alterada para correção de informações sobre o Rio Grande do Sul às 13h53
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