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27 de Novembro de 2007 - 18h39 - Última modificação em 27 de Novembro de 2007 - 19h05


Lula diz que adiou envio da reforma ao Congresso porque não sabe o que vai acontecer com a CPMF

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva justificou hoje (27) a decisão do governo de adiar o envio da reforma tributária ao Congresso Nacional, previsto para até dia 30, porque não sabe "o que vai acontecer com a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]" no Senado, além de argumentar que é melhor não misturar o debate da reforma com o da prorrogação do imposto.

"Não vamos apresentar, porque não sei o que vai acontecer. Portanto, vou esperar para ver o que vai acontecer com a CPMF, para que se possa discutir a política tributária", disse Lula, ao participar da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). O governo precisa do voto a favor de 49 dos 81 senadores para aprovar a continuidade do imposto até 2011.

Segundo Lula, apesar de conselheiros do CDES defenderem o envio imediato da proposta, integrantes dos partidos aliados do Conselho Político da Coalizão aconselharam que é melhor não misturar a votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF com o debate da reforma tributária.

"Uma coisa em cada tempo. Eu espero que a CPMF seja resolvida nos próximos dias. Depende do Senado. Vamos segurar a apresentação da política tributária, como vamos segurar a proposta da política industrial", explicou o presidente, completando que a política industrial apresentará "uma desoneração razoável para a economia".

O adiamento do envio da reforma tributária foi visto com preocupação por membros do CDES. A proposta é o principal tema da reunião de hoje do conselho. "Minha preocupação é que, se essa reforma não for votada até maio do ano que vem, foi-se a possibilidade de avançar na reforma tributária", disse o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto, relator do grupo de trabalho do CDES que analisa o projeto.

Em discurso, o presidente Lula reafirmou que não mudará os rumos da política econômica por conta de divergências políticas. "Se alguém pensa que, por conta de nervosismo político, vamos permitir que a economia brasileira desande, pode saber que vai perder dinheiro nessa aposta", ressaltou.

 


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