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27 de Novembro de 2007 - 18h54 -
Última modificação
em 27 de Novembro de 2007 - 18h55
Lula defende manutenção do Consea, que tem novo presidente e mais 18 integrantes
Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil
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José Cruz/ABr
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Brasília - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na posse do novo presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato Maluf
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Brasília - Representantes de comunidades tradicionais e segmentos mais vulneráveis da população, como povos indígenas, quilombolas, negros, extrativistas e pescadores artesanais foram integrados ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), criado em 2003 para assessorar a Presidência da República na formulação de políticas nas áreas de alimentação e nutrição, articulando governo e sociedade civil.
O Conselho é composto por 36 representantes da sociedade civil e 19 ministérios e secretarias especiais. Hoje (27) foram empossados o novo presidente, Renato Maluf – coordenador do Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – e 18 novos conselheiros.
De acordo com o Consea, os representantes da sociedade civil foram nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de outubro levando em conta representatividade regional, diversidade étnica e racial, e equilíbrio de gênero. Do total de 36 conselheiros, 19 são homens e 17, mulheres. Cerca de 25% dos conselheiros participam de entidades de atuação nacional, 26% são do Nordeste, 11% do Norte, 8% do Centro-Oeste, 18% do Sudeste e 12,5% do Sul.
O presidente Lula participou da cerimônia de posse e defendeu a manutenção do Consea após o final de seu mandato. "O Consea precisa se consolidar e vai se consolidando pela qualidade da elaboração das políticas públicas que o Consea tiver competência para fazer", disse Lula, ao destacar que o novo presidente terá como principais desafios a regulamentação da Lei Orgânica da Segurança Alimentar e a implantação do sistema nacional de segurança alimentar. "É um desafio que temos que zerar e cumprir", afirmou.
Lula também destacou a importância da continuidade das conferências nacionais de Segurança Alimentar, como espaço para a sociedade civil manifestar suas críticas e propostas. "Obviamente que os presidentes não vão: presidente não gosta de conferência, a não ser antes ou depois como vida profissional, para ganhar dinheiro fazendo conferência. Participar de conferência para ouvir aquilo que alguns acham que é desaforo quando na verdade é um desabafo? Assistir conferência para você ouvir gente falar mal do governo, quando bom é ouvir as pessoas falar bem? Não é normal", afirmou.
O presidente aproveitou a ocasião para pedir que representantes de governo que integram o Consea compareçam às reuniões. "Não é possível que um ministro queira participar, indique seu secretário-executivo e depois não aparece o ministro, não aparece o secretário-executivo e cada vez aparece uma pessoa diferente sem saber o que aconteceu na reunião anterior. Isso não dá certo. Vê como é que está o Corinthians – não tem coordenação que consiga fazer funcionar, não tem time que consiga ganhar um jogo", comparou, e pediu ao novo presidente do Consea um "relatório" com os nomes dos integrantes do governo que não têm participado da reunião.
Compareceram à solenidade apenas três titulares dos 19 ministérios que integram o Conselho – os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin.
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