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Brasília - A maior
vontade política no plano nacional e a ajuda internacional são
apontados pela Organização
das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco) como elementos essenciais para que
os países consolidem estruturas educacionais qualificadas até
2.015. O alerta é um dos pontos do Relatório de
Monitoramento Global do Educação para Todos (EPT),
lançado pela entidade.
O documento diz que “as políticas de educação
devem priorizar a integração, a alfabetização,
a qualidade, o desenvolvimento de capacidades e os financiamentos.”
Segundo a Unesco, aos governos nacionais caberia aumentar o número de
salas e de professores nas escolas, ajudar financeiramente crianças
de famílias mais pobres, organizar modelos flexíveis de
ensino, mais adequados aos jovens que trabalham, e dar máxima
prioridade à alfabetização de adultos.
Como meios para atingir os objetivos, o relatório
sugere “fomentar as associações construtivas entre o
estado e o setor não governamental” e o fortalecimento da
capacidade de gestão em todos os níveis da
administração estatal.
O
programa do governo brasileiro “Bolsa Família” é
citado no documento como “o mais importante dos programas de
transferências [de renda] de todos os países em
desenvolvimento”, por atender 46 milhões de pessoas, dentre elas 16 milhões de crianças beneficiadas por
subsídios vinculados à presença nas escolas.
A Unesco faz um apelo a países doadores de
recursos e organizações internacionais para que se
atinja até 2010 investimentos externos anuais de US$ 11
bilhões na educação das nações
mais pobres, com a destinação de mais recursos ao
ensino básico. “A ajuda à educação não
tem se centrado nos países mais necessitados e, além
disso, só dedica um parte mínima à educação
de primeira infância e aos programas de alfabetização”.
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