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1 de Dezembro de 2007 - 11h11 - Última modificação em 1 de Dezembro de 2007 - 11h11


Fiocruz vai produzir medicamento usado no coquetel de tratamento da aids

Fabíola Ortiz
Da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A fábrica de medicamentos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai começar a produzir um dos novos remédios usados no coquetel de tratamento da aids. A informação é do diretor da Farmanguinhos, Eduardo de Azeredo Costa, que alertou ainda sobre a necessidade de  prevenção e de conscientização, apesar da eficácia dos medicamentos para conter a doença.

"É sempre bom reforçar e lembrar que a atitude da prevenção é a mais importante. Ninguém pode relaxar a prevenção pensando que há remédios bons, não é porque a gente produz remédio que podemos pensar que o problema da aids vai se resolver com o medicamento. Ele ajuda, mas o essencial é a prevenção. Farmanguinhos se preparou e mostrou que tinha
condições de produzir esse medicamento com o mesmo princípio ativo dentro do Brasil", afirmou Azeredo.

O coordenador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto, defende a conscientização da população e alerta para os riscos de contaminação pela doença que é transmitida por relações sexuais sem o uso de preservativo.

"Torna-se urgente e mais do que necessário a fabricação desse remédio, para que a gente consiga ter um acesso mais barato. O governo mostrou para a sociedade brasileira que teria condições de fabricar, então é um compromisso que ele apareça o mais rápido possível na sua versão de genérico", cobrou.

"Ainda não existe uma vacina ou um remédio que seja capaz de retirar o vírus do corpo da pessoa infectada. A prevenção ainda é o melhor remédio. Não é porque existe o tratamento para a aids que o problema está resolvido, o tratamento não significa a cura", afirmou o coordenador da Abia.

Hoje (1º), no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, serão realizadas diversas atividades de mobilização em todo país. Segundo dados do Ministério da Saúde, já foram registrados neste ano mais de 1,4 mil casos da doença no estado do Rio de Janeiro.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) informam que, no mundo, já são 33 milhões de portadores da aids. No Brasil, somente neste ano, já foram registrados cerca de 13 mil casos.

 


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