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29 de Novembro de 2007 - 09h13 - Última modificação em 29 de Novembro de 2007 - 09h32


Mangabeira Unger afirma que não há desenvolvimento sem estratégia de defesa

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./Abr
Brasília - O ministro-chefe da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, Magabeira Unger, dá entrevista a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás Brasília - O ministro-chefe da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, Magabeira Unger, dá entrevista a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás
Brasília - O Brasil precisa se convencer de que não há estratégia de desenvolvimento nacional sem estratégia nacional de defesa.

A afirmação é do ministro-chefe da Secretaria de Planejamento Estratégico, Mangabeira Unger. Ele participa hoje (29) de entrevista a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás.

Unger participa das discussões no governo para elaborar um plano estratégico de defesa nacional que deve ser apresentado em setembro de 2008. Segundo ele, um dos objetivos do plano é reorganizar e aparelhar as Forças Armadas “em torno de uma vanguarda tecnológica e operacional”.

“Não seremos os mais poderosos do mundo. Sejamos os mais inteligentes e ousados”, disse à Agência Brasil.

Segundo o ministro, para monitorar as fronteiras e águas jurisdicionais as Forças Armadas precisam se modernizar tecnologicamente. Ele afirmou que as tecnologias e as práticas de defesa em todo o mundo estão mudando “radicalmente”.

“O que se prefigura para o futuro é uma força armada altamente qualificada, flexível e móvel, que recebe mensagem do espaço e de satélites e que trabalha junto com veículos não tripulados em mar, no ar e na terra”, disse.

Unger também destacou a necessidade de “reconciliar a tendência mundial de profissionalização das Forças Armadas”, com a “reinvenção” do serviço militar obrigatório, com a participação de pessoas de “todas as classes sociais”.

“Não queremos ter Forças Armadas que sejam apenas profissionais, compostas de especialistas. É vital assegurar a identificação das Forças Armadas com a nação. As Forças Armadas precisam ser o próprio Brasil em armas”.



 


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