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1 de Dezembro de 2007 - 13h29 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 16h36


Deputado brasileiro crê que votação na Venezuela será pacífica

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Um dos observadores internacionais convidados pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela para acompanhar a votação da aceitação ou não do projeto de reforma constitucional proposto pelo presidente Hugo Chávez, o deputado federal brasileiro Aldo Rebelo (PCdoB-SP) viu no país vizinho um ambiente de entusiasmo e intensa disputa.

O parlamentar não crê em manifestações violentas para amanhã (2), quando os venezuelanos irão às urnas. “As grandes manifestações favoráveis ou contrárias têm ocorrido em paz, com legalidade, democracia e transparência no processo que antecede o referendo”, afirmou Aldo em entrevista à Agência Brasil.

A comitiva de observadores brasileiros na Venezuela inclui ainda o senador José Nery (P-SOL-PA) e o deputado Nilson Mourão (PT-AC).

Aldo alegou que no momento não pode fazer avaliações de mérito da proposta em debate. “Enquanto estiver como observador, me cabe apenas verificar as condições de lisura da votação”.

O deputado comunista avaliou que o resultado do referendo sobre a reforma constitucional de Hugo Chávez não terá influência nos debates sobre a entrada da Venezuela no Mercosul nem nas relações do dirigente estrangeiro com o governo brasileiro.

Ele lembrou que a possível inclusão da Venezuela no Mercosul começou a ser discutida ainda governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que seria importante para todas as partes.

“O Brasil tem relações de cooperação com países de perfil político distinto e não deve deixar de ter amizade com um que é nosso vizinho. Programas de governo não interferem na boa relação entre os Estados.”

Uma das propostas de Chávez é a criação das chamadas regiões estratégicas de defesa, com a finalidade de garantir a soberania e a segurança em qualquer parte do território nacional. Mas Aldo Rebelo não compartilha do temor manifestado por alguns parlamentares brasileiros em relação a uma suposta ofensiva militarista da Venezuela.

“Temos que nos preocupar apenas com a política de defesa do Brasil, em torná-la compatível com as dimensões do país, suas ambições e sua importância para a América do Sul e o mundo”. O deputado considera que as Forças Armadas brasileiras precisam ser reequipadas e fortalecidas para se adequarem às características do país.



 


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