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Brasília - Um dos observadores
internacionais convidados pelo Conselho Nacional Eleitoral da
Venezuela para acompanhar a votação da aceitação
ou não do projeto de reforma constitucional proposto pelo
presidente Hugo Chávez, o deputado federal brasileiro Aldo
Rebelo (PCdoB-SP) viu no país vizinho um ambiente de
entusiasmo e intensa disputa.
O parlamentar não crê em
manifestações violentas para amanhã (2), quando os
venezuelanos irão às urnas. “As grandes
manifestações favoráveis ou contrárias
têm ocorrido em paz, com legalidade, democracia e transparência
no processo que antecede o referendo”, afirmou Aldo em entrevista à
Agência Brasil.
A comitiva de
observadores brasileiros na Venezuela inclui ainda o senador José
Nery (P-SOL-PA) e o deputado Nilson Mourão (PT-AC).
Aldo
alegou que no momento não pode fazer avaliações
de mérito da proposta em debate. “Enquanto estiver como
observador, me cabe apenas verificar as condições de
lisura da votação”.
O deputado comunista
avaliou que o resultado do referendo sobre a reforma constitucional
de Hugo Chávez não terá influência nos
debates sobre a entrada da Venezuela no Mercosul nem nas relações
do dirigente estrangeiro com o governo brasileiro.
Ele lembrou que a possível inclusão da Venezuela no Mercosul começou a ser discutida
ainda governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que seria
importante para todas as partes.
“O Brasil tem relações
de cooperação com países de perfil político
distinto e não deve deixar de ter amizade com um que é
nosso vizinho. Programas de governo não interferem na boa
relação entre os Estados.”
Uma das propostas de
Chávez é a criação das chamadas regiões
estratégicas de defesa, com a finalidade de garantir a
soberania e a segurança em qualquer parte do território
nacional. Mas Aldo Rebelo não compartilha do temor manifestado
por alguns parlamentares brasileiros em relação a uma
suposta ofensiva militarista da Venezuela. “Temos que nos
preocupar apenas com a política de defesa do Brasil, em
torná-la compatível com as dimensões do país,
suas ambições e sua importância para a América
do Sul e o mundo”. O deputado considera que as Forças
Armadas brasileiras precisam ser reequipadas e fortalecidas para se
adequarem às características do país.
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