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Brasília - O presidente
do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo
Fernandes, diz que a classificação do Brasil em 52º lugar dentre os 57 países avaliados pelo Programa Internacional de
Avaliação de Alunos (Pisa) não é supresa.
Segundo ele, o problema está no fato de o país não ter avançado em relação à avaliação anterior, de 2003.
“O que me incomoda não é o fato de a
gente estar bem abaixo da média, isso não é tão surpreendente. O que incomoda mais é o fato de não
termos melhorado”, disse, em entrevista hoje (30) à Agência Brasil.
O resultado foi divulgado ontem pela Organização para a Cooperação
e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O primeiro lugar ficou com a Finlândia, que obteve 563 pontos. O último ficou com Quirguistão, com 322 pontos. A escala de pontuação variava de zero a 600.
O Brasil obteve 390 pontos, à frente apenas da Tunísia (386); Azerbaijão (382); Catar (349); além do Quirguistão. Em 2003, última avaliação do Pisa, o resultados brasileiro foi 350 pontos.
A média geral foi de 491 pontos. O Brasil e outros 31 países ficaram no grupo daqueles com média significativamente abaixo da OCDE.
Na avaliação
do presidente do Inep, a educação brasileira precisa
melhorar, mas ele afirma que esse é um processo é lento.
“É um
esforço difícil, mas temos que ser persistentes. Assim
que vamos conseguir mudar. Nenhum país dá um salto de
um dia para o outro”.
Ainda de
acordo com ele, o Ministério da Educação (MEC) está em busca de soluções não
apenas para o resultado do Pisa, mas para a educação
brasileira em geral.
“Nós já anunciamos o Plano de
Desenvolvimento da Educação [PDE] e estamos
trabalhando. Essas avaliações são importantes
para monitorarmos os nossos níveis”.
O Pisa é realizado a cada três anos, comparando-se o desempenho de estudantes com 15 anos de idade em três áreas: literatura, matemática e ciências. Em
2000, o foco do exame foi a leitura; em 2003, a matemática; e em 2006, em ciências.
Em cada país são avaliados, como norma geral, entre 4,5 mil e 10 mil alunos. Segundo
o Inep, as provas da última edição do Pisa
(2006) foram aplicadas em 9.345 alunos da rede pública de
ensino.
Ao todo, cerca de 400 mil estudantes de ensino médio foram
avaliados nos 57 países que correspondem a 90% da economia
mundial, segundo a OCDE.
A lista detalhada será anunciada no
dia 4 de dezembro. No site www.inep.gov.br é possível ter acesso aos dados preliminares.
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