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1 de Dezembro de 2007 - 14h34 -
Última modificação
em 2 de Dezembro de 2007 - 19h19
Com laço humano, jovens do DF se mobilizam contra a aids
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/ABr
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Brasília - Cerca de 300 alunos de escolas públicas do Distrito Federal formam um laço humano, para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids
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Brasília - Cerca de 300 alunos do ensino médio de diferentes escolas públicas do Distrito Federal formaram hoje (1º) um laço humano para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, na capital federal.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, José Geraldo Maciel, o registro de casos de aids tem diminuído ano-a-ano no DF.
No ano passado foram notificados 434 casos. Para esse ano, o secretário estima que menos de 400 casos sejam registrados, em virtude do trabalho de prevenção feito pelos agentes de saúde pública, em parceria com grupos da sociedade civil.
A queda da incidência da doença foi um dos temas da manifestação realizada hoje (1º), no gramado em frente à Torre de TV.
A organizadora da manifestação, Diva Castelo Branco, afirmou que "embora em menor progressão, o aparecimento da aids continua aumentando. Só que cresce menos, em relação a décadas anteriores, quando o impacto era maior".
Ela reiterou que a cura não existe ainda, e o controle é difícil porque exige medicação regrada e tratamento metódico, de modo a evitar doenças oportunistas.
Em virtude dos cuidados necessários, a organizadora disse que a adesão ao tratamento é difícil e que dos 3 mil aidéticos notificados no Distrito Federal só 1,9 mil fazem o tratamento adequado.
Outro problema para um tratamento eficaz é o preconceito social que ainda existe com relação às pessoas com aids. A opinião é de Claudinei Alves Pereira, de 36 anos, que contraiu o vírus HIV em 1991.
Ao participar das solenidades do Dia Mundial de Combate a Aids, ele disse que convive com o vírus desde os 19 anos, mas assegura que tem "vida saudável", em razão do tratamento cuidadoso a que se submete. Ele enfatizou que "hoje, a pessoa pode não morrer mais de aids e ter qualidade de vida". Tem, porém, que mudar seu comportamento, acrescentou.
Essa necessidade de mudança é o foco do trabalho desenvolvido pelo grupo Educando para a Vida, que há sete anos forma profissionais de saúde e jovens multiplicadores, a maioria voluntários, para trabalhar com a divulgação de informações sobre a aids.
Para o presidente do grupo, Fernando Alves, o público mais vulnerável à contaminação é o jovem, em razão do descobrimento da sexualidade, "alguns deles de forma precoce", sem se preocupar com as possíveis conseqüências.
O objetivo da entidade é fazer com que "o jovem falando para o jovem" tenha mais influência na conscientização da importância do uso do preservativo e do tratamento, para aquele que já contraiu o vírus.
Para Alves, o Educando para a Vida atua "com muito ímpeto e vontade de ampliar o trabalho no qual os jovens são protagonistas da sexualidade, entendida não só como sexo, mas como exercício de vida com prazer, que também exige responsabilidade".
Quem compareceu ao evento realizado hoje no Distrito Federal assistiu a apresentações musicais e artísticas.
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