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2 de Dezembro de 2007 - 13h21 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 16h16


Venezuelanos residentes em Brasília participam do referendo

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - Nelson González Leal, presidente da mesa de votação instalada na Embaixada da Venezuela, fala à imprensa sobre o referendo da reforma constitucional Brasília - Nelson González Leal, presidente da mesa de votação instalada na Embaixada da Venezuela, fala à imprensa sobre o referendo da reforma constitucional
Brasília - Balanço divulgado pela Embaixa da Venezuela mostra que, até meio-dia de hoje (2), 25 venezuelanos residentes em Brasília já haviam depositado seus votos na urna respondendo se concordam ou não com a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez.

Em Brasília estão inscritas 77 pessoas para a votação. Em todo o Brasil são 640, que devem ir aos consulados de São Paulo (311), Rio de Janeiro (161), Boa Vista (52), Manaus (28) e Belém (11).

O presidente da mesa de votação, Nelson González Leal, disse que no Brasil vivem legalmente mais de 2 mil venezuelanos, mas muitos deles estão próximos à fronteira e preferem ir à Venezuela votar. Além disso, o voto não é obrigatório.

Para ele, é importante para o processo democrático que os inscritos exerçam seu direito a voto. “É importante para os venezuelanos que residem no Brasil cumprir com esse direito cidadão e as embaixadas e os consulados abrem essa possibilidade.”

Ao todo são 69 artigos que podem ser mudados. Desses, 33 foram apresentados pelo poder Executivo e 36, pela Assembléia Nacional. Como os votantes escolhem se aprovam cada lote de mudanças separadamente, há quatro possibilidades de resultados.

As mudanças podem ser aprovadas ou reprovadas integralmente ou os venezuelanos podem optar por uma aprovação parcial, apenas da proposta do Executivo ou da Assembléia Nacional.

A estudante Sugey Herrera votou a favor das reformas. Para ela, as mudanças favorecerão o lado social. “Será mais poder para o povo”.

Já a universitária Larissa Del Carmen disse ser contrária às mudanças por achar necessário haver diversidade no poder, o que poderia ser inibido por algumas propostas, como o aumento do mandato presidencial de seis para sete anos e a reeleição indefinidamente. “Isso vai prejudicar a diversidade política no país”, afirmou. A votação se encerra às 16h e o resultado deve sair ainda hoje.


 


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