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2 de Dezembro de 2007 - 22h05 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 15h58


Oposição pede que venezuelanos contrários à reforma boicotem possível vitória do sim

Alex Rodrigues
Enviado especial

 
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Caracas (Venezuela) - Dirigente do Comando Nacional da Resistência (CNR), Oscar Pérez disse hoje (2) que os cidadãos venezuelanos que votaram contra a reforma constitucional, proposta pelo presidente Hugo Chávez, deverão ignorar as mudanças na constituição caso o projeto seja aprovado nas urnas. O CNR, criado em novembro de 2005, é uma associação de organizações e de cidadãos venezuelanos.

Para Pérez, mesmo que o sim obtenha a maioria dos votos as alterações são inconstitucionais.

“Estamos obrigados [oposição] em primeiro lugar a vencer [o plebiscito] e em caso de uma suposta vitória do sim temos a obrigação de desconhecer essa nova constituição apresentada por Chávez pois ela atropela o atual texto.”

Segundo Pérez, os lucros obtidos com a exportação do petróleo permitiu a Chávez implantar programas sociais, distribuir benefícios e iludir os mais pobres. Apesar disso, os problemas resultantes da falta de políticas estruturais têm levado uma parcela crescente da população a se desiludir com o governo.

“Aumentou a corrupção, o desemprego, existem cada vez mais crianças pedindo dinheiro no semáforo, o país é uma das regiões mais inseguras de todo o continente. A cada meia hora um venezuelano é assassinado por bandidos”, afirmou.

Pérez ainda criticou Chávez por beneficiar a si mesmo e ao seu grupo, além de priorizar seu projeto de expandir pelo mundo o que tem chamado de “revolução bolivariana” perseguindo aqueles que não o apóiam.

“Hoje Chávez não é uma ameaça apenas para a Venezuela, mas sim para todo o mundo”, garantiu Pérez.



 


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