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Caracas (Venezuela) - Dirigente do Comando
Nacional da Resistência (CNR), Oscar Pérez disse hoje
(2) que os cidadãos venezuelanos que votaram contra a reforma
constitucional, proposta pelo presidente Hugo Chávez, deverão
ignorar as mudanças na constituição caso o
projeto seja aprovado nas urnas. O CNR, criado em novembro de 2005, é
uma associação de organizações e de
cidadãos venezuelanos.
Para Pérez,
mesmo que o sim obtenha a maioria dos votos as alterações
são inconstitucionais.
“Estamos obrigados [oposição]
em primeiro lugar a vencer [o plebiscito] e em caso de uma
suposta vitória do sim temos a obrigação de
desconhecer essa nova constituição apresentada por
Chávez pois ela atropela o atual texto.”
Segundo Pérez,
os lucros obtidos com a exportação do petróleo
permitiu a Chávez implantar programas sociais, distribuir
benefícios e iludir os mais pobres. Apesar disso, os
problemas resultantes da falta de políticas estruturais têm
levado uma parcela crescente da população a se
desiludir com o governo.
“Aumentou a
corrupção, o desemprego, existem cada vez mais crianças
pedindo dinheiro no semáforo, o país é uma das
regiões mais inseguras de todo o continente. A cada meia hora
um venezuelano é assassinado por bandidos”, afirmou.
Pérez ainda
criticou Chávez por beneficiar a si mesmo e ao seu grupo, além
de priorizar seu projeto de expandir pelo mundo o que tem chamado de
“revolução bolivariana” perseguindo aqueles que não
o apóiam.
“Hoje Chávez
não é uma ameaça apenas para a Venezuela, mas
sim para todo o mundo”, garantiu Pérez.
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