Após votar no referendo sobre a reforma constitucional, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou que aceitará qualquer
resultado que seja divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE)
após o término da apuração dos votos.
Chávez incentivou outros setores a fazerem o
mesmo. “Espero que alguns setores minoritários, que disseram
que não aceitariam resultados contrários aos seus
interesses, os reconheçam e que continuemos construindo a
Venezuela do século 21”, declarou hoje (2).
O presidente voltou a
dizer que há democracia em seu país sob o seu governo.
“Aqui expressamos livremente nossas idéias. Muitas vezes com
paixão, mas cada um dizendo sua verdade.”
Ele também
defendeu a realização do referendo como uma forma
democrática de alterar a atual legislação
lembrando que, ao tomar posse em 1998, uma de suas primeiras medidas foi convocar uma consulta popular. No plebiscito de 1999, a população autorizou a
convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que, além de instituir o parlamento unicameral,
eliminando o Senado, aumentou o mandato presidencial de cinco para os
atuais seis anos.
“Antes, o povo não
era consultado. Votava a cada cinco anos e mesmo assim apenas uma
minoria. Tínhamos constituições sem
legitimidade, feitas por congressistas que não tinham sido
eleitos para criá-las”, afirmou o presidente que votou na escola Manuel Palacio Fajardo, no baixo 23 de janeiro.
Para Chávez, o
povo venezuelano já
pode ser considerado “especialista” em votações. “Nunca antes na
Venezuela se votou tanto quanto nesses últimos nove anos da
revolução democrática e pacífica
bolivariana.”