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2 de Dezembro de 2007 - 18h30 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 16h14


Chávez diz que aceitará qualquer resultado no referendo sobre reforma constitucional

Alex Rodrigues
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Wilson Dias/ABr
Caracas (Venezuela) -  Presidente Hugo Chávez vota no Bairro 23 de Janeiro, no referendo sobre a reforma constitucional venezuelana
Caracas (Venezuela) - Presidente Hugo Chávez vota no Bairro 23 de Janeiro, no referendo sobre a reforma constitucional venezuelana
Caracas (Venezuela) - Após votar no referendo sobre a reforma constitucional, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou que aceitará qualquer resultado que seja divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) após o término da apuração dos votos.

Chávez incentivou outros setores a fazerem o mesmo. “Espero que alguns setores minoritários, que disseram que não aceitariam resultados contrários aos seus interesses, os reconheçam e que continuemos construindo a Venezuela do século 21”, declarou hoje (2).

O presidente voltou a dizer que há democracia em seu país sob o seu governo. “Aqui expressamos livremente nossas idéias. Muitas vezes com paixão, mas cada um dizendo sua verdade.”

Ele também defendeu a realização do referendo como uma forma democrática de alterar a atual legislação lembrando que, ao tomar posse em 1998, uma de suas primeiras medidas foi convocar uma consulta popular. No plebiscito de 1999, a população autorizou a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que, além de instituir o parlamento unicameral, eliminando o Senado, aumentou o mandato presidencial de cinco para os atuais seis anos.

“Antes, o povo não era consultado. Votava a cada cinco anos e mesmo assim apenas uma minoria. Tínhamos constituições sem legitimidade, feitas por congressistas que não tinham sido eleitos para criá-las”, afirmou o presidente que votou na escola Manuel Palacio Fajardo, no baixo 23 de janeiro.

Para Chávez, o povo venezuelano já pode ser considerado “especialista” em votações. “Nunca antes na Venezuela se votou tanto quanto nesses últimos nove anos da revolução democrática e pacífica bolivariana.”


 


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