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2 de Dezembro de 2007 - 23h10 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 16h11


Observadores internacionais dizem que referendo foi transparente

Alex Rodrigues
Enviado especial

 
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Caracas (Venezuela) - Para parte dos observadores internacionais que acompanharam hoje (2) o referendo sobre a reforma da constituição venezuelana, o processo de votação foi transparente e transcorreu normalmente.

Destacando a participação popular e a tranquilidade do referendo, o espanhol Diego Navarro fez um balanço positivo do sistema de votação venezuelano que, a exemplo do Brasil, utiliza urnas eletrônicas para tornar o processo mais ágil e seguro. “Devemos aprender com este sistema eleitoral que é um exemplo."

O chileno Nelson Ávila assegurou que as urnas eletrônicas são invioláveis. No entanto criticou o acirramento da disputa entre os que se opõem ao projeto e os que o apóiam.

“Houve muita irresponsabilidade da parte dos líderes políticos, particularmente da oposição, em termos de desconhecer a legitimidade e a transparência de todo o processo. Uma coisa é criticar a forma como a pergunta foi feita, mas daí a questionar todo o sistema me parece algo improcedente”, afirmou.

Mário Seing Gimenez, da Costa Rica, disse ter ficado impressionado com a participação popular e também deu destaque à utilização de urnas eletrônicas falando que gostaria que a Venezuela emprestasse algumas delas a seu país.

“Na Costa Rica não temos nada igual, acho que [as urnas] são muito importantes para garantir ao eleitor e à população em geral a transparência da votação”

Segundo Gimenez, diretores do CNE garantiram que não há qualquer possibilidade dos votos dos eleitores serem identificados.

Ángel Borello, da Argentina, apoiou a realização do referendo. “Este é um país que vem consolidando sua maneira de tomar decisões democraticamente”.

 


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