Para parte dos
observadores internacionais que acompanharam hoje (2) o referendo sobre a reforma da constituição venezuelana, o processo de votação
foi transparente e transcorreu normalmente.
Destacando a
participação popular e a tranquilidade do referendo, o espanhol Diego Navarro fez um balanço positivo do sistema de votação
venezuelano que, a exemplo do Brasil, utiliza urnas eletrônicas para tornar o processo mais ágil e seguro. “Devemos aprender com
este sistema eleitoral que é um exemplo."
O chileno Nelson Ávila
assegurou que as urnas eletrônicas são invioláveis.
No entanto criticou o acirramento da disputa entre os que se opõem
ao projeto e os que o apóiam.
“Houve muita irresponsabilidade da parte dos líderes políticos, particularmente da oposição, em termos de desconhecer a legitimidade e a transparência de todo o processo. Uma coisa é criticar a forma como a pergunta foi feita, mas daí a questionar todo o sistema me parece algo improcedente”, afirmou.
Mário Seing
Gimenez, da Costa Rica, disse ter ficado impressionado com a
participação popular e também deu destaque à
utilização de urnas eletrônicas falando que
gostaria que a Venezuela emprestasse algumas delas a seu país.
“Na Costa Rica não temos nada igual, acho que [as urnas] são muito importantes para garantir ao eleitor e à população em geral a transparência da votação”
Segundo Gimenez, diretores do CNE garantiram que não há qualquer possibilidade dos votos dos eleitores serem identificados.
Ángel Borello, da Argentina, apoiou a realização do referendo. “Este é um país que vem consolidando sua maneira de tomar decisões democraticamente”.