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Brasília - Um
ano e quatro meses depois da aprovação da Lei Maria da
Penha, muitas mulheres, vítimas de agressão, ainda
desconhecem seus direitos. Além disso, algumas
delegacias ainda não aplicam a lei de forma
correta. As constatações são da diretora executiva
da ONG Agende Ações de Gênero Cidadania e
Desenvolvimento, Marlene Libardoni.
A
ativista elogia o fato de a lei já ser conhecida de grande parte
da população, mas ressalta que muitas mulheres ainda
não conhecem os direitos incluídos na legislação.
“Muitas
mulheres ainda não conhecem os detalhes [da lei], os
diversos recursos de proteção e as diversas punições
aos agressores”, disse Marlene em entrevista à Agência
Brasil.
Outro
problema é a falta de implementação do que está previsto em lei já que muitas delegacias falham na hora de aplicar a
legislação.
“Por
exemplo, se a mulher está sofrendo riscos o juiz precisa
aplicar as medidas de proteção em até 48 horas,
mas há lugares que isso ainda demora mais de um mês”, disse
a ativista.
Marlene
também citou os pontos positivos da lei aprovada em agosto de 2006. Segundo ela, houve uma queda “brusca”
nos casos de reincidência dos homens agressores, de 60% para
2%.
Para ela, essa queda aconteceu por que, com a denúncia, o agressor
é alertado pelo juiz ou pelo delegado de que a repetição da agressão resultará em prisão. A Lei Maria da Penha alterou o Código Penal
permitindo que agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão
preventiva decretada. A lei também acabou com as penas pecuniárias,
aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas, e a
pena máxima passou de um ano de detenção para três.
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