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Rio de Janeiro - A Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz) comemorou nesta segunda-feira (3), os 20 anos
do isolamento do vírus da Aids no Brasil por pesquisadores da
instituição.
O isolamento
identificou o tipo do vírus que infectava os brasileiros, o
HIV tipo I, como também possibilitou a caracterizar o seu
comportamento no organismo dos portadores da doença.
Segundo o imunologista
do Instituto Oswaldo Cruz que participou da equipe que promoveu o
isolamento do HIV no Brasil Dumith Bou-Habib, o isolamento do vírus
permitiu um melhor conhecimento da doença.
“Nós
precisávamos conhecer o vírus que circulava entre os
pacientes no Brasil, para determinar se por exemplo uma vacina que
fosse desenvolvida na Europa ou nos Estados Unidos poderia ser
efetiva para controlar a infecção na população
brasileira”, explicou o imunologista.
A partir do isolamento
do HIV, as pesquisas referentes ao vírus foram impulsionadas
no Brasil com a criação de medicamentos e instrumentos
de diagnósticos mais eficazes. Entre eles, o primeiro kit
brasileiro para o diagnóstico da doença que permitiu a
adoção de um controle de qualidade para todo o sangue
coletado, processado e distribuído no país.
“O impacto científico
foi o estabelecimento do método e a possibilidade de que ele
pudesse ser implantado em outras regiões. Então
abriram-se as perspectivas para que conhecêssemos as
características moleculares, imunológicas e biológicas
do isolado viral que tínhamos no Brasil”, disse o
pesquisador.
Dunith Bou-Habib
lembrou que desde o isolamento do vírus as pesquisas no Brasil
avançaram muito, adquirindo maioridade nos estudos de
prevenção da doença, como também em um
maior conhecimento de como o organismo reage ao vírus e qual a
composição genética do HIV.
Dados da Organização
das Nações Unidas (ONU) informam que há cerca de
33 milhões de portadores do vírus no mundo, enquanto no
Brasil, apenas neste ano, já foram registrados cerca de 13 mil
casos.
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