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3 de Dezembro de 2007 - 20h08 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 20h08


Fiocruz comemora 20 anos do isolamento do vírus da Aids no Brasil

Thatiana Amaral
Da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comemorou nesta segunda-feira (3), os 20 anos do isolamento do vírus da Aids no Brasil por pesquisadores da instituição.

O isolamento identificou o tipo do vírus que infectava os brasileiros, o HIV tipo I, como também possibilitou a caracterizar o seu comportamento no organismo dos portadores da doença.

Segundo o imunologista do Instituto Oswaldo Cruz que participou da equipe que promoveu o isolamento do HIV no Brasil Dumith Bou-Habib, o isolamento do vírus permitiu um melhor conhecimento da doença.

“Nós precisávamos conhecer o vírus que circulava entre os pacientes no Brasil, para determinar se por exemplo uma vacina que fosse desenvolvida na Europa ou nos Estados Unidos poderia ser efetiva para controlar a infecção na população brasileira”, explicou o imunologista.

A partir do isolamento do HIV, as pesquisas referentes ao vírus foram impulsionadas no Brasil com a criação de medicamentos e instrumentos de diagnósticos mais eficazes. Entre eles, o primeiro kit brasileiro para o diagnóstico da doença que permitiu a adoção de um controle de qualidade para todo o sangue coletado, processado e distribuído no país.

“O impacto científico foi o estabelecimento do método e a possibilidade de que ele pudesse ser implantado em outras regiões. Então abriram-se as perspectivas para que conhecêssemos as características moleculares, imunológicas e biológicas do isolado viral que tínhamos no Brasil”, disse o pesquisador.

Dunith Bou-Habib lembrou que desde o isolamento do vírus as pesquisas no Brasil avançaram muito, adquirindo maioridade nos estudos de prevenção da doença, como também em um maior conhecimento de como o organismo reage ao vírus e qual a composição genética do HIV.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) informam que há cerca de 33 milhões de portadores do vírus no mundo, enquanto no Brasil, apenas neste ano, já foram registrados cerca de 13 mil casos.




 


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