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3 de Dezembro de 2007 - 10h35 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2007 - 10h35


Presidente do Senado rebate informações de esquema de espionagem contra Marconi Perillo

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse que "não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível imaginar" que a Polícia do Senado esteja envolvida em esquema de espionagem contra o senador Marconi Perillo (PSDB-GO),  como afirma reportagem publicada pela revista Veja desta semana. Tião Viana disse que acredita na "integridade moral" da Polícia da Casa.

"Por que razão alguém escolheria o senador Marconi Perillo para investigar? Por que não escolher os 81 senadores? Porque não escolher algum outro senador? Essas questões têm de ser tratadas de maneira muito mais elevada", afirmou.

Tião Viana disse que o corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (PTB-SP), deve dar explicações sobre o pedido que fez à Polícia Federal para investigar o caso. "Essa questão deve ser tratada primeiro no âmbito do Senado", disse. "E nós não podemos deixar qualquer senador com dúvida se há ou não algum movimento conspiratório contra ele", acrescentou.

Reportagem publicada na revista Veja desta semana afirma que agentes da Polícia do Senado teriam contratado um escritório de espionagem para levantar informações sobre a movimentação financeira de Marconi Perillo.

Esta não é a primeira vez que o nome do senador aparece em denúncias de espionagem. No início de outubro, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acusou Francisco Escórcio, então funcionário do gabinete do presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), de ter tentado instalar câmeras em um hangar em Goiânia. O objetivo seria espionar Demóstenes e Marconi Perillo em possíveis atividades ilegais.

A acusação acabou gerando a quinta representação por quebra de decoro parlamentar contra Renan Calheiros na Casa. Essa representação ainda aguarda escolha de relator no Conselho de Ética.

 


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