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3 de Dezembro de 2007 - 16h29 - Última modificação em 6 de Dezembro de 2007 - 15h00


Austrália confirma adesão ao Protocolo de Quioto e Estados Unidos negam isolamento

Luana Lourenço
Enviada especial

 
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Bali (Indonésia) - A Austrália confirmou hoje (3) a adesão ao Protocolo de Quioto, que estabelece metas para os países desenvolvidos reduzirem a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. Na abertura da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), na Indonésia, o negociador do país anunciou que o novo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, estava “assinando os papéis” para a inclusão no acordo e foi aplaudido por alguns minutos pelo plenário lotado das Nações Unidas.

Maior exportador de carvão do mundo, a Austrália, assim como os Estados Unidos, até hoje havia se negado a aceitar metas obrigatórias de redução dos níveis de gases. Outros 36 países desenvolvidos concordaram com a redução, até 2012, de cerca de 5% das emissões em relação aos índices de 1990, como prevê o protocolo.

A mudança de posição do ex-aliado parece não ter incomodado os representantes norte-americanos na COP-13. Em entrevista coletiva à imprensa, o chefe da delegação dos Estados Unidos, Harlan Watson, disse que o país não se sente "isolado" depois da decisão dos australianos e que a mudança já era esperada após a vitória de Rudd.

"Cada país responde por si e decide se metas são ou não apropriadas. Os Estados Unidos decidiram que não. O presidente [George W.] Bush respeita a posição da Austrália", afirmou.

Segundo Watson, apesar de não aceitar a definição de metas, os Estados Unidos vieram à Indonésia com uma "posição flexível" para auxiliar nas negociações do cronograma de um novo regime internacional sobre as mudanças climáticas.

De hoje (3) até 14 de dezembro, negociadores de mais de 180 países estão na Indonésia para decidir sobre futuras negociações globais relacionadas a emissões de gases do efeito estufa.



 


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